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25 março 2010

A saúde do médico


O médico, como todos sabem, é um dos responsáveis por cuidar da saúde da sociedade; é seu papel, portanto, garantir que todos sejam sempre bem.

Atuando algumas vezes no tratamento, outras na profilaxia, esse profissional costuma se dedicar ao máximo em sua atividade de curar e aliviar o sofrimento, procurando sempre estabelecer o equilíbrio entre corpo e alma.

Ser médico significa dedicar-se bastante à sua profissão, colocando-a em primeiro lugar e abdicando do que for preciso para tal. Ser médico é também ampliar dia-a-dia seus limites, e ser lembrado constantemente que eles existem... É incorporar a morte e o sofrimento na sua rotina, é frustrar-se por não poder salvar a todos, sofrer por não poder ser perfeito.
O papel do médico é, antes de tudo, cuidar da saúde dos outros. E da saúde dele, quem toma conta?
[Mente Hiperativa]

O que é SAÚDE???

Definir o conceito de saúde pode parecer uma questão fácil, é simplesmente não ter doenças. Mas então defina o que são as doenças. Doença é qualquer tipo de desarranjo no funcionamento do organismo, pode ser desde uma tuberculose até uma depressão, são infindáveis os males que podem nos atingir.

Se o conceito de saúde abrange todo o funcionamento do organismo -e assim deve ser- então ele engloba toda a complexidade física, psíquica e social do indivíduo. Em tese, pra ser saudável a pessoa teria então que estar em equilíbrio nessas três esferas,a física, a psíquica e a social.

Difícil, hein?!
Qual o ser humano que consegue em algum momento manter-se em harmonia com seu corpo, sua mente e sua comunidade?

Se o conceito de saúde requer ausência total de doenças, então constato que somos todos doentes... Todo mundo tem algum tipo de doença: miopia, diabete, TOC, ansiedade, gripe ou qualquer outra coisa. Ninguém está em algum momento livre de todas elas.
Será que ser saudável é não ter doenças, ou é aprender a conviver com elas mantendo-as sob controle?
Esse conceito de saúde ainda me parece muito vago e indefinido...

[Mente Hiperativa]

24 março 2010

A força da solidão


"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite"
Clarice Lispector

Fica aqui a dica!
[Mente Hiperativa]

23 março 2010

O jardim da razão

Dentre todos os jardins ele era o mais bonito, o jardim da razão. Talvez pelo seu equilíbrio, sempre foi o que mais chamou a atenção; muito exaltado pelas pessoas que colocavam-no como exemplo a ser seguido.

O seu único problema era que ninguém -quando digo ninguém é ninguém mesmo- conseguia viver uma vida inteira somente no território da razão, sem dar algumas 'escapadinhas' de vez em quando...

Alguns conseguiam até passar muito tempo, outros nem tanto, mas o fato é que todos inevitavelmente sentiam a necessidade de conhecer o que havia além das fronteiras da razão. Em alguns momentos elas certamente sairiam de lá e, fora do território da razão, podiam se recompor rapidamente, voltando depressa, ou simplesmente esquecer o caminho de volta ao jardim.

O jardim da razão se mantinha sempre florido, colorido, um verdadeiro espetáculo aos olhos e ao coração de qualquer um que o visse. Além disso ele detinha uma coleção de aromas, tão ampla que era capaz de agradar os gostos mais diversos. Esse era um jardim realmente único e completo, parecia suprir com eficiência todas as necessidades das pessoas.

Mas se ele tinha tudo que era necessário, então porque as pessoas não conseguiam resistir em explorar os limites do jardim da razão?

Nele não havia qualquer tipo de cerca ou barreira, qualquer um era livre pra ir e vir, não havia proibição, qualquer um podia sair e voltar do território da razão na hora que bem entendesse. E sempre voltavam.

Além dos limites do jardim podia se ver uma floresta densa a qual foram dados diversos nomes: floresta dos pecados, dos errantes, da insanidade, da loucura...

Nessa floresta era possível encontrar diversas árvores frutíferas, cujos frutos suculentos e saborosos eram bastante tentadores. Havia frutos pra todas as curiosidades, fruto da inveja, do sedentarismo, da discórdia, da guerra, do apetite sexual, do sucesso, do abuso de álcool, da loucura, da riqueza, da alucinação, do descaso, da soberba e tantos outros. Era só chegar e aproveitar.

Depois de um banquete na floresta as pessoas costumavam retornar ao jardim da razão carregadas pelo sentimento de culpa, mas eram sempre bem recebidas de volta e logo esse remorso passava. O problema era que, tendo provado o fruto uma vez, a pessoa jamais esquecia seu sabor e por isso continuava indo à floresta e voltando ao jardim carregada de culpa, e indo à floresta, e voltando...

Até hoje não dá pra entender o porque das pessoas abandonarem o jardim da razão (que lhes oferece todo o necessário) para se aventurar na floresta em busca de frutos suculentos. Talvez seja pelo caráter monótono e previsível da razão; a floresta traz ao menos alguma emoção, nos tira um pouco do controle da situação.

E quem consegue viver somente de razão?

Por isso que vivemos fugindo até a floresta, e voltando ao jardim, e fugindo... :
"Errar é humano, recair também..."

[Mente Hiperativa]

Você É feliz?

Já pensou no peso e na responsabilidade carregados na pergunta: "Você é feliz?"
Pense bem, é uma questão delicada de se responder...

Quando alguém lhe pergunta se você é feliz, duas questões surgem de imediato:

1) O que é 'ser feliz'? (Ter saúde, dinheiro, família, sucesso, equilíbrio ou é apenas querer ser feliz? É tudo isso ou nada disso?)

2) Eu me encaixo nesse parâmetro? (Eu tenho/sou tudo isso? Posso mesmo dizer que sou feliz?)

Felicidade é um conceito difícil que sugere continuidade através do tempo, não é como a alegria que nos faz algumas visitas e depois vai embora. Além disso, felicidade é uma palavra forte que carrega em si o estigma de harmonia e equilíbrio plenos.

Dá pra ser feliz mesmo estando em desarmonia consigo mesmo?
Dá pra ser feliz estando em desequilíbrio com o mundo ao seu redor?
E quem consegue sustentar essa harmonia perfeita com tudo o tempo todo?

Ser feliz é difícil.... Ser feliz é estar sempre feliz; estar feliz é ser feliz naquele momento. Dessa forma estar feliz é bem mais fácil!

Mesmo assim se alguém lhe perguntar se você é feliz, talvez o melhor a fazer seja responder instintivamente que sim, e deixar que a mente trabalhe essa auto-sugestão. Afinal se for você for parar pra pensar se é ou não feliz, em todas as implicações que isso traz, se você está ou não em perfeita harmonia consigo e com o mundo...

Se resolver parar pra investigar certamente vai acabar encontrando algum motivo que inviabilize a felicidade, afinal todos nós somos passíveis de problemas e conflitos, por mais felizes que sejamos.

"-Você é feliz?
-Sim, claro, não preciso nem pensar duas vezes"


[Mente Hiperativa]

20 março 2010

Julie & Julia

Cozinhe!

Essa é a dica do filme 'Julie & Júlia'; numa cena que me chamou a atenção Julie chega em casa e diz ao marido que num dia em que tudo dá errado- e quando ela diz tudo é tudo mesmo- é bom saber o quanto é reconfortante misturar ovos, leite, chocolate... E saber que no fim tudo isso vai dar certo, vai dar um bolo delicioso.

E ela tá certa mesmo. Cozinhar é como uma terapia, cortar as verduras, pré-aquecer o forno, preparar um prato com amor e ver que no fim dá certo, que pelo menos alguma coisa que você fez deu certo naquele dia tão ruim... É mesmo reconfortante.

Por isso eu propago a lição do filme: ''Cozinhe!''
Você pode me dizer que não sabe cozinhar nada, e eu lhe digo que você pode começar fritando ovos, é simples, ou então fazendo qualquer outra coisa fácil. Depois naturalmente você vai querer buscar algo mais difícil e vai descobrir o prazer de cozinhar.

Não precisa se preocupar em ser chef de cozinha, esse não é o foco, o objetivo é fazer alguma coisa que dê certo pra tentar amenizar um pouco o stress daqueles dias em que tudo dá errado.

Basta começar, dar o primeiro passo, o resto acontece.

"Bon appétit"!

[Mente Hiperativa]

19 março 2010

Especialidade: médico

Estou cursando o quarto período de medicina (passou rápido!), e até agora ainda não faço idéia de qual área pretendo me especializar. Confesso que tenho atração pela área cirúrgica, mas pensar somente em 'cirurgia' ainda é algo tão amplo... Além do mais nem tenho tanta convicção de que quero realmente isso.

Pode parecer cedo pra pensar em especialização, pois ainda faltam oito períodos para eu me formar e só então batalhar a residência, eu sei, mas boa parte dos estudantes já traçam suas afinidades e objetivos desde o início da faculdade.
Deve ser por conta da pressão...

Isso mesmo, todos os dias os familiares e professores nos indagam sobre qual especialidade iremos seguir: 'vai fazer que área?', 'faça tal área que dá dinheiro', 'não faça tal área porque trabalha demais'. E quando você diz que não sabe ainda eles te olham com uma tremenda cara de espanto: 'O quê?não sabe ainda? Não acredito'.

(Será que eles pensam que existe uma faculdade de dermatologia, outra de cardiologia, outra de neurologia, e assim por diante é? Pra quem não sabe a faculdade de medicina é uma só).


Por isso eu digo: quem não acredita sou eu, não acredito que as pessoas não façam ideia do que é ser médico. Pensam que ser médico é trabalhar pouco, numa área que 'dá' dinheiro e ser ultra-especialista?

Estão enganados, pelo menos no meu ponto de vista
. Sempre achei que o médico precisasse enxergar o funcionamento global do organismo, encarar o paciente como um todo, e não fragmentado em órgãos ou sistemas. Acredito que para ser um bom médico- e porque não, um bom especialista- seja necessário entender o ser humano em suas diversas esferas, física, mental e social; tratá-lo como um todo; dar-lhe amor e atenção, cuidado.

De que adianta ser um médico especialista que só sabe operar joelhos?
Ele vai saber tratar as razões que levaram àquele problema de joelho?
Ele vai conseguir sanar os males psicológicos de seu paciente, que vierem associados?

Daqui há alguns anos os japoneses se encarregam de fazer um robô operador de joelhos em série; mas não se iluda, nenhum robô será capaz de escutar o paciente, correlacionar suas queixas e devolvê-lo a atenção e o cuidado que ele merece.


Pra mim isso é que é ser médico.

Então me diga, porque eu teria que me preocupar com uma especialização desde já?

[Mente Hiperativa]

18 março 2010

Eu sou um idiota!

Eu sou idiota mesmo, e se eu fosse vocês também gostaria de ser. Leia o texto do Arnaldo Jabour e entenda o que digo:
A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata, essa que quer ser séria, Profunda e visceral sempre. Putz!

A vida já é um caos, porque fazermos dela,
Ainda por cima, um tratado?

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável:
Mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!

Ria dos próprios defeitos.
E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia,
Todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor,
Dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém
Que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

Hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar,
Mas não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.

E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar.
Eu não quero alguém assim comigo.
Você quer?
Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas a realidade já é dura;
Piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal.

Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto,
Tudo aquilo de não brincar com comida,
Não falar besteira, não ser imaturo, não chorar,
Não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas,
Passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria.

Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: Passageiras.

Acorde de manhã e decida entre duas coisas:
Ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça,
Sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus

E que tal um cafezinho gostoso agora?
[Mente Hiperativa]

Meu irmão, os super-vulcões e os egípcios

Ontem eu tava conversando com meu irmão que me contou a
nova descoberta dos cientistas: super-vulcões subterrâneos (nos
Estados Unidos) parecem estar voltando à atividade após milhares de anos adormecidos.

Segundo estudiosos, esse tipo de vulcão- que mede cerca de mil vezes o
tamanho de um vulcão terrestre comum- teria uma força devastadora sem
precedentes; a erupção de somente um deles seria capaz de exterminar toda a vida
da Terra e encobrir a atmosfera com gases que impossibilitariam a entrada de luz solar no
planeta. 8O

Os cientistas disseram que atualmente são conhecidos cerca de vinte
super-vulcões subterrâneos, os quais são monitorados há mais de vinte e cinco anos (pra
mim é novidade, nunca tinha ouvido falar nisso antes...).
Analisando bem até que a história foi bem bolada, nada original, mas criativa, daria um ótimo filme do James Cameron. Aposto que os Estados Unidos seriam a força do bem, heróica e humanística (modo irônico=on), que salvaria toda a população da Terra de uma enorme catástrofe global.

Diante do enfraquecimento e da progressiva descaracterização do aquecimento global (apesar de todo esse calor), eu só consigo acreditar que os super-vulcões não passam de um novo trunfo, uma nova artimanha, para manipular a grande massa global e manter instalado o clima de tensão, de que a qualquer momento podemos sofrer uma catástrofe, gerando assim a necessidade de alguém que nos defenda.

Afinal eles precisam dessa importante ferramenta pra nos reprimir.

Quando eu escuto essas notícias apocalípticas, do tipo gripe suína, aquecimento global ou super-vulcões subterrâneos, lembro logo do tempo em que eu tinha aula de história no colégio... Sempre gostei mais de estudar a história antiga em relação à moderna e nunca consegui conceber o fato dos egípcios acreditarem cegamente no faraó, o temor ao 'castigo dos deuses' garantiam que eles se submetessem àquele modelo social tão perverso de intensa exploração.

Pra mim, que observa a situação de fora, é muito claro o fato de que os faraós usavam o medo pra manipular, explorar e reprimir o povo egípcio. Eu não conseguia entender como eles não eram capazes de perceber isso, até o dia em que eu tentei enxergar a minha situação, a situação da sociedade atual.

E hoje em dia, será que não somos nós os egípcios?
Será que as catástrofes globais não são o mesmo artifício que os castigos divinos eram naquela época?


[Mente Hiperativa]

17 março 2010

Amor de mãe

Amor de mãe é todo especial, peculiar, e afirmo com toda segurança, é incondicional! Em algum momento da sua vida as pessoas podem te abandonar, até seus amigos e familiares podem desistir de você ou te julgarem pelo que você é; mas uma mãe nunca faz isso com seu filho, ela acompanha e ajuda ele a superar todas as dificuldades da vida, da concepção até o dia de sua morte.

Deve ser por isso então que se diz 'mãe só tem uma', 'mãe é mãe', não conheço nenhum ditado que faça referência desse tipo ao pai ou à tia... A sabedoria popular só anuncia o óbvio: ninguém ama tanto uma pessoa quanto sua própria mãe, ninguém mesmo. Algumas pessoas até exageram ao dizer que amor verdadeiro só o de mãe. Eu não seria tão xiita em afirmar isso, mas com certeza posso dizer que é a forma de amor mais sincera, bonita e verdadeira; também é a única que não espera nada em troca, nem mesmo a retribuição. A mãe ama seu filho mesmo que ele não a ame, isso é amor de mãe, e nenhuma outra pessoa faz isso por você.

Por essas e outras que eu gostaria de saber de onde 'vem' esse amor materno, tão singular. Algumas pessoas dizem que ele nasce devido ao fato da mãe gerar o filho em seu ventre e carrega-lo por nove meses, que isso criaria um laço indissociável e tornaria o filho uma parte da mãe. Mas como ele poderia não ser uma parte dela, já que carrega metade de seu código genético? Do mesmo jeito ele também é uma parte do pai (óbvio...), e ainda assim a natureza do amor é diferente. Além do mais essa explicação não convence pois se fosse assim as mães que adotam e criam uma criança não teriam condições de manifestar um amor incondicional, visto que não teriam carregado ela em seu ventre por nove meses. Deve haver algo além do biológico.

Será puro instinto?

Ou algo espiritual, metafísico?

Pode ser também que seja um costume cultural/circunstancial?

Talvez um pouquinho de cada, ou nenhum deles... quem sabe?!

Não sei a razão desse amor ser assim, talvez nem seja preciso saber, só sei que a mãe é uma dádiva em nossas vidas, devemos sempre demonstrar todo nosso amor por ela, agradecer por tê-la por perto e cuidar de sua vida como se fosse a nossa, da mesma forma que ela faz conosco. Diga a ela que a ama, todos os dias.

[Mente Hiperativa]

Hoje era dia de ficar em casa (e eu não sabia!)

Sabe aqueles dias que tu acorda e o dia já começa dando tudo errado? Parece que murphy anda ao teu lado, aplicando todas as suas leis em você... O dia de hoje foi assim pra mim, eu devia mesmo era ter ficado em casa, dormindo.

Tudo começou errado, acordei na hora certa mas coloquei soneca no despertador, e não escutei ele tocar novamente. Aí já viu, perdi a hora e acordei tarde. Saí de casa com pressa, sem tomar café da manhã, não comi nada por que senão ia me atrasar ainda mais pra universidade, eu tinha aula de oito horas e a professora é bem rigorosa com a questão do horário.

Quando eu estava indo em direção à parada de ônibus vejo o meu lá longe, passando... Tenho que esperar o próximo, daqui há sabe-Deus-quanto-tempo. Um tempão depois vem o segundo ônibus, super lotado, eu entro e fico lá em pé, espremido e carregando vários livros (livro universitário pesa!), não me aparece uma alma caridosa disposta a segurá-los. Tudo bem, o que se pode esperar da humanidade num dia desses, não é mesmo.

Quando ru tava lá no ônibus, tranquilo, achando que ia chegar na hora, um colega me liga perguntando porque eu ainda não cheguei, afinal a aula já começou desde sete e meia. Nessa hora eu percebi que não tava simplesmente atrasado, mas super atrasado, então desencanei de chegar na hora... me conformei que ia perder a aula mesmo.

Durante minha odisséia, no meio do engarrafamento, fiquei olhando pela janela, o tempo tava mudando de cara; quando saí de casa tava ensolarado, agora nublado. E eu nem trouxe guarda-chuva.


Era só o que faltava acontecer mesmo, chuva. Pra começar o dia mal tem que ter chuva, como não pensei nessa possibilidade antes?! Como sempre a chuva aguardou eu chegar perto da universidade pra começar e o dilúvio engrossou exatamente quando eu ia descer do ônibus, é sempre assim, parece conspiração. Essa era a 'cereja do bolo' que faltava, eu chegar todo ensopado.

Então, quando cheguei à universidade, com fome, muito atrasado, com sono, ensopado, mal-humorado e depois de viajar mais de uma hora numa lata de sardinha, fui procurar a sala na qual estava acontecendo a aula. É... eu ainda tinha esperança de assistir o finalzinho dessa ($#@% de) aula. Então me lembro que eu não sei onde é a aula (pra variar...), ligo pra três colegas, mas nenhum atende pra me informar alguma coisa. "Ah, eu nem tava afim mesmo de assistir a aula", penso eu, tentando me conformar.

Depois de tanta conspiração do universo pra eu não chegar na hora da aula só posso pensar que realmente eu não deveria nem ter saido de casa! Devia ter ficado dormindo até mais tarde.

[Mente Hiperativa]

16 março 2010

O FIM

Tento entender por que a palavra fim é tão temida e carrega uma impressão tão ruim de si mesma. Quando nos deparamos com o fim frequentemnte ficamos tristes, angustiados e relutantes com essa condição, o fim não significa necessariamente dizer que tudo acabou, mas sim que foi aberto um novo universo de possibilidades, que os horizontes foram expandidos.

A vida uterina- por exemplo- é bastante confortável, lá é quentinho, tem comida à vontade e nem precisa ir ao banheiro... Mas um dia você precisa sair de lá, apartir desse momento não seria nada confortável permanecer, então o fim é estritamente necessário. Assim o parto é o fim da vida intra-uterina, mas é ao mesmo tempo o início de outra vida, uma vida num mundo bem maior que o anterior. Essa é a expansão dos horizontes.

Por isso o fim é na verdade uma continuidade, e não um fim propriamente dito, o fim da escola é o começo da faculdade, o fim de um namoro é o começo de outro namoro ou então é o início do casamento, o fim de um blog é o início de outro blog mais interessante, e assim por diante.

Todos os dias finalizamos e recomeçamos, ampliamos nossas perspectivas e agregamos experiências disso tudo, quem insiste em não terminar não passa adiante, fica apenas na 'vida intra-uterina' enquanto o universo todo aguarda para ser descoberto.

[Mente Hiperativa]

Cada um com seu vício

Ontem cheguei em casa e fui logo tomar um banho. Passei um tempão diante do chuveiro, apenas ouvindo o barulho da água cair, não pensava em nada, minha cabeça se esvaziara por completo. Depois criei coragem e me coloquei embaixo d'água, me esfreguei com muito sabão e com a água pura, na vã esperança de limpar de mim toda a sujeira que eu sentia impregnada na minha pele. Mas infelizmente não adianta, a sujeira está além da dimensão física.

Eu bem que tentei, mas não resisti. Ontem eu tive uma recaída no meu vício, mais uma recaída...

O vício é assim mesmo, nos coloca numa guerra constante que mexe com nosso psicológico e nunca faz vencedores ou vencidos. Quando se pensa que está vencendo, a recaída nos mostra o quão presente ainda está o vício, de fato ele permanece ao nosso lado aguardando a hora certa de nos atacar em cheio.

Mas isso ainda não é o pior, cair na tentação é até bom , na hora, ruim é o depois! Inevitavelmente o vício traz consigo o sofrimento, se não há sofrimento não é vício, é hábito ou um simples gosto.

O sofrimento e a culpa nos fazem prometer que jamais iremos repetir novamente, mas quando a gente menos espera as promessas perdem o valor e lá estamos nós... de novo.

E depois novas promessa surgem...

[Mente Hiperativa]

Sufoquei

Carrego no peito uma angústia sem-nome, sem dono nem razão.
Essa dor, esse aperto me incomoda há tanto tempo...

Eu bem que gritei, o mais alto que pude. Ninguem ouviu.
Meu grito ecoou distante sem nenhuma resposta.

Sufoquei.


Às vezes me pergunto... o que aconteceu pra eu ficar assim, pra eu me esconder do mundo?
Eu não era assim, eu era feliz, eu transbordava sorrisos sinceros.
Por que insistes em em acompanhar, angústia?

Por que insisto em ter sua constante companhia?


[Mente Hiperativa]

Im yours - Jason Mraz

video

Eu sou seu


Bem, você fez bonito comigo e pode apostar que eu senti
Eu tentei ficar frio mas você foi tão quente que me derreteu
Eu caí direitinho mas estou tentando voltar
Antes que o frio passe, eu darei o melhor que posso
Nada me deterá a não ser a intervenção divina
Acho que é a minha vez novamente de ganhar ou aprender alguma coisa

Eu não hesitarei mais, não mais
Não dá para esperar, eu sou seu

Bem, abra a sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor, amor, amor
Ouça a música do momento e talvez cante comigo
Eu gosto da pacífica melodia
É seu direito divino ser amada, amada, amada, amada, amada

Então eu não hesitarei mais, não mais
Não dá para esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
O nosso tempo é curto
Este é o nosso destino, eu sou seu

Eu passo muito tempo olhando a minha língua no espelho
Inclinando para trás para tentar vê-la mais claramente
A minha respiração embaçou todo o vidro
Então eu desenhei um rosto novo e ri
Acho que o que estou dizendo é que não ha razão melhor
Se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo
É o que almejamos fazer
O nosso nome é a nossa virtude

Então eu não hesitarei mais, não mais
Não dá para esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
O nosso tempo é curto
Não dá para esperar, tenho certeza
Então eu não hesitarei mais, não mais
Não dá para esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
O nosso tempo é curto
Não dá para esperar, tenho certeza

Bem, abra a sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor, amor, amor
Ouça a música do momento e venha dançar comigo
Eu adoro uma família grande
É seu direito divino ser amada, amada, amada
Bem, abra a sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor, amor, amor
Ouça a música do momento e venha dançar comigo
Eu gosto de melodias alegres
É nosso direito divino sermos amados, amados, amados

Link do video no youtube > http://www.youtube.com/watch?v=2Yr-8I7fhpw

Versão original > http://www.youtube.com/watch?v=EkHTsc9PU2A
[Mente Hiperativa]

A pessoa certa no momento certo

Há algumas semanas assisti o filme "Simplesmente complicado" (título ao qual me identifiquei...) em que um cara se divorcia da mulher (Meryl Streep, diga-se de passagem) para casar-se com outra, mais jovem que ela. Algum tempo depois- especificamente dez anos depois- eles se reencontram e passam a ter um caso, ou seja, a ex-mulher passa agora a ser a 'outra', a amante.

Diversos encontros extra-conjugais se seguem e eles se dão muito bem, diferente de quando eram casados, que brigavam e discutiam constantemente. Então num desses encontros eles estão conversando e o cara diz que naquela época havia alguns fatores que acabaram por desgastar a relação e provocaram o fim do matrimônio, mas que hoje aqueles fatores já não existem mais e portanto a relação, agora, teria tudo pra dar certo. Ele encerra o diálogo com uma frase de efeito que martelou na minha cabeça por semanas:
"Se metade das pessoas que se divorciam voltassem dez anos depois, os problemas delas estariam resolvidos."
Dessa forma ele quis colocar que encontrara a pessoa certa, mas no momento errado de sua vida; e que agora, dez anos depois, seria o momento certo para investir na relação. A partir daí fiquei pensando...

Será que existe mesmo A pessoa certa e O momento certo?
Partindo do pressuposto de que isso é verdade, será que se você encontrar a pessoa certa no momento errado haverá outra chance depois?


Ou será que nós mesmos é que 'criamos' a pessoa certa e o momento certo?

[Mente Hiperativa]

Ele está ao seu lado!

Ele está bem mais perto do que você imagina, ao seu lado, presente no seu dia-a-dia. Não pense que ele carrega aquele esteriótipo dos filmes de suspense, não, ele não aparenta ser epxpcêntrico, gótico ou sanguinário; mas é sim extremamente sedutor, carismático e manipulador.

Ah, ele nem sempre é assassino, na verdade poucas vezes o é. Também nem é louco ou incauto, sabe bem o que faz, é frio e cauculista nas suas atitudes.

Sua maior virtude sem duvida é a observação, ele é exímio em conquistar as pessoas que lhe rodeiam, com seu charme vai envolvendo-as e se infiltrando por entre elas. Assim ele observa cada detalhe, sem deixar que nada escape, traça o perfil psicológico de cada pessoa com base na observação cotidiana e utiliza essas informações úteis para poder -no momento adequado - tirar proveito para si, mesmo que tenha que passar por cima dos outros (e isso é sua especialidade).

Ele convive diariamente com você, participa da sua vida, conhece seus amigos e chega a se confundir no meio dos outros. Ele te faz morrer de rir, também oferece seu ombro amigo para que você despeje suas lágrimas, te deixa À vopntade para contar seus segredos e angústias e sempre, sempre está disposto a ajudá-lo.

Mas não se iluda, tudo não passa de uma boa encenação, ele jamais sentiu qualquer tipo de sentimento, dor, angústia, pena ou remorso. Não é da natureza dele compreender o que é altruísmo, ele não consegue sequer derramar uma lágrima verdadeira.

Ele finge o tempo todo, finge os sorrisos, finge o choro, é incapaz de desfrutar de sentimentos e talvez por isso provoca nos outros essas sensações que não lhe são familiares. Assim, por meio da projeção, ele alimenta a sua 'fome'; despertando nos outros os sentimentos ele pode, à sua maneira, senti-los.

E como ter certeza de que ele é psicopata?

Pois bem... essa é uma certeza que você
jamais terá!

Psicopatas jamais admitiriam que o são, seria revelar sua identidade e assim se entregar precipitadamente. O máximo que ele poeria fazer seria afastar caso estivesse perto de ser descoberto ou se as pessoas começassem a desconfiar da sua condição. Mas isso por si só não o caracteriza como psicopata. A dúvida sempre permanecerá.

O fato é que ele está bem próximo, analisando você o tempo todo, cada atitude sua, estudando seus pontos fracos e fortes, observando onde pode atingi-lo e aguardando somente o melhor momento para fazê-lo.

Você nem desconfia do que ele é capaz de fazer pra obter o que almeja; ele está bem perto, ao seu lado, e você ainda nem se deu conta.

[Mente Hiperativa]

Blogo, logo existo.

Blogo, logo existo.
"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana