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29 junho 2010

Uma história de esperança

Hoje eu assisti o filme “preciosa”, de novo. Já havia assistido, li o livro que originou o filme e agora assisti novamente o filme. Excelente, recomendo a todos. O filme é um drama, triste, mas ao mesmo tempo é uma história de superação, esperança, solidariedade; mostra o nascimento de uma garota que estava vivendo morta.

Ela é obesa, negra, sofre intensa humilhação, violência e repressão por parte da mãe, é também estuprada pelo pai, com quem teve dois filhos, sendo o primeiro portador de síndrome de down. A mãe lhe diz o tempo todo o quanto ela é insignificante, um lixo, uma porca, burra, ignorante, incompetente. A vida de Preciosa não é das melhores, e o filme explora bem o seu lado psicológico, como ela se sente diante disso tudo, quantas vezes quis morrer mas nem isso soube como fazer.

O filme é muito bom, uma verdadeira lição que todos deveríamos aprender o mais rápido possível.

Depois de assistir fiquei me perguntando...

Quantas preciosas será que existem perto de mim, reprimidas, humilhadas, mortas por dentro, impedidas de sonhar?

Será que eu posso fazer alguma coisa pra despertar o gosto de viver em alguma delas?

[Mente Hiperativa]

O desafio do equilíbrio

Tudo de mais, ou de menos faz mal. Drogas em excesso fazem mal, na medida certa são tidas como remédio. Exercicios físicos proporcionam bem-estar, aliviando as tensões do dia-a-dia e dando condicionamento físico, alem de nos ajudar a manter a boa forma. Gordura, açucares, precisamos disso no organismo, na dose certa, sem excessos. Sexo, como é bom, quando é feito da forma correta, saudável, e como pode fazer mal quando é feito de forma desregrada. São tantas coisas miúdas, que se somam pra nos trazer o bem-estar que buscamos. Tudo na dose certa faz bem. O desafio consiste justamente em achar essa "dose certa".

[Mente Hiperativa]

28 junho 2010

Hoje é o dia de começar a se cuidar


- Hoje é segunda-feira, dia de começar!

- Começar? Começar o quê?

- Sei lá, qualquer coisa... Um esporte, uma dieta, começar a caminhar, a se cuidar, a dormir melhor, se empenhar no trabalho ou estudar mais. Começar a cuidar da própria sua saúde!

- Boa idéia, vou começar a caminhar na praia, fazer abdominais também. E marinheiros. Me exercitar, enfim. Isso me faz tão bem que nem sei porque parei.

[Mente Hiperativa]

Eu sou livre

Não invada meu espaço
não me tire o ar
não me sufoque
não vigie meus passos
não controle meus pensamentos
não me ligue mil vezes por dia
não sonde meus pensamentos

Eu sou livre
gosto de ser assim
e quero continuar dessa forma

[Mente Hiperativa]

27 junho 2010

Elevador


Adoro o lado claustro dos elevadores... Me dá a sensação de que tudo pode acontecer lá dentro.

[Mente Hiperativa]

Inveja!

Beleza,
dinheiro,
celulares e
computadores modernos,
viagens internacionais,
carro importado...

Luxo.

Não vou mentir, a inveja me faz cócegas; mas eu prendo o riso.

[Mente Hiperativa]

Casa da vovó

Aquela casa sempre teve muita alegria, só faltava um pouco mais de música.

A pouca música que se ouvia saia da boca de Maria, que passava o dia cantarolando na cozinha, ou de vovó. Pela casa não se via aparelho de som, apenas nos quartos. No quarto de vovô tinha um bem grande que meu tio trouxera de uma de suas viagens, salvo engano da França.

Quando havia alguma festa lá em casa eu e meu irmão éramos convocados a descer o aparelho de som, ele era mesmo pesado, vovô chamava a gente pra ajudar a desce-lo. Na festa o som embalava a todos e animava-os a dançarem na pequena pista de dança, de mármore, que fica lá embaixo no quintal onde rolavam as grandes festas.

A música também era uma constante no quarto do meu tio, que tem uma coleção de cd's com mais de 1400 exemplares, ele sempre colocava alguma música que vovó gostasse muito, ele colocava bem alto -quando vovô não estava em casa- e chamava ela até lá. Ela adorava, eram pequenas homenagens, diárias, singelas. Era alegria. Ela rodopiava, dançava, cantava... Ouvindo aqueles 'sambas de antigamente'. Depois dava meia volta e ia cuidar dos afazeres, 'tenho que fazer doce de banana', 'o bolo de chocolate tá no forno', 'vou buscar os meninos no colégio'.

Ah, que saudade... Naquela casa nunca faltou alegria, apesar da 'pouca' música.

[Mente Hiperativa]

O monstro debaixo da cama

Hoje eu queria dormir, mas tinha um monstro debaixo da minha cama. Eu sei, não sou mais criança, cresci, é verdade, mas os monstros cresceram também... Os medos hoje são outros, maiores, os problemas de antes parecem nada diante dos de hoje.

Daria tudo pra ser criança outra vez, brincaria com o monstro debaixo da cama. Como era inofensivo, simpático, amistoso, só agora vejo isso. Os monstros de hoje sim metem medo e me tiram o sono.

Eu queria dormir, mas tem um monstro debaixo da minha cama, problemas, preocupações, responsabilidades, que me tiram o sono.

[Mente Hiperativa]

23 junho 2010

Duelo entre Razão e Emoção

Por que tu não me dá logo um motivo pra eu te excluir da minha vida, oras?

Por que insiste em manifestar a perfeição, mesmo tendo tantos defeitos gritantes?

Por que me faz tão bem se me faz mal?

Por que não me deixa, não me esquece de vez?

Por que me deixa tão confuso?

Por que és assim?

[Mente Hiperativa]

21 junho 2010

INTENSO


"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento). Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente.

Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso.

Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."

Fernanda Mello

--------------------------------------------------------------------------------------------------

Concordo em gênero, número e grau com ela.

[Mente Hiperativa]

Aniversário? De morte??


Essa semana é o "aniversário de morte" de um dos maiores ídolos da música POP, Michael Jackson. Eu vi na tevê o pessoal comentando isso. Pensei, então, como é estranha a expressão "ANIVERSÁRIO de MORTE", já pensou nisso?

Aniversário, na sua essência, é a celebração de mais um ano de vida; é uma comemoração. Então como comemorar a morte? Seria só relembrar, homenagear? Estranho isso... Pra mim ainda é estranho. A morte não deveria querer ser lembrada.

Já imaginou você ligando pra sua ex e dizendo:
"Oi, tudo bom, vamos sair hoje? É o aniversário do nosso fim de namoro/casamento."
Definitivamente, não entendo essa de aniversário de morte.

[Mente Hiperativa]

Não deu!


Se não foi é porque não deveria ter sido; se tivesse que ser, seria.

[Mente Hiperativa]

20 junho 2010

Paixão, um perigo real

Se apaixonar é sempre um grande perigo!

Perigo de sofrer,
de não ser correspondido,
de não conseguir corresponder à altura.

Nos apaixonamos por pessoas que não merecem,
não corresponderm ou
não estão no mesmo ritmo que nós.

Paixão é o troço mais difícil que eu já vi.

Quando um quer o outro não quer,
quando o outro passa a querer não dá mais por que o um,
que queria,
agora não quer mais.
Aí o um que sofria
agora deixa o outro sofrer um pouquinho,
sua vez.

Eu hein... não entendo isso.

Queria ser forte, afinal se sabe que "apaixonar-se é para os fracos".

E nem venha me dizer que em alguma hora vai dar certo,
que vai ser tudo bonito,
perfeito e
blabláblá...

Isso é papo de gente apaixonada,
conversa fiada,
pra boi domir,

miolo de pote,
conversa de encher linguiça,
coisa de quem ainda não sofreu a desilusão.

É apenas uma questão de tempo.

[Mente Hiperativa]

Imediatismo


Não me peça pra ser paciente
eu quero, e quero já,
logo, pra ontem.

Preciso pra agora,
não percebe?

Não aguento esperar...
a ansiedade me consome,
me corroi por dentro,
sofro com isso.

Preciso sim,
e tem que ser já!
Se não for não quero mais,
não posso esperar nem um minuto.

[Mente Hiperativa]

Bocas


No escuro

dos olhos fechados

elas se encontram

se acham

se encaixam

molhadas

e se moldam

se enroscam

pedem carinho

e afago

mãos

e abraços

amassos

são o princípio

de outros encontros

de membros

de corpos

de sentimentos

é o começo

eu acho

de toda bela história

chamada:

Amor

[Mente Hiperativa]

Não é fácil


Algumas pessoas pensam que é fácil,
simples como trocar de roupa
ou atravessar uma porta:

tomar uma atitude,
mudar pensamentos,
afastar o sofrimento.

Recomendam a igreja,
o medico,
uma viagem,
ter mais garra,
ou "simplesmente" esquecer os problemas
(como se fosse possível).

Parece simples, como trocar de roupa,
mas nao é tão fácil assim.
Pra mim não é,
mas vou conseguir,
vou atravessar essa porta.

[Mente Hiperativa]

Amo ou não amo?

Ontem eu fui à uma exposição de pinturas, bonitas, e numa das paredes tinha o seguinte poema de Clarice Linspector:

Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Verdade, eu já disse isso, e poucos minutos depois disse o mesmo poema, lido debaixo pra cima. Mudei de idéia tantas vezes, tão rapidamente, é tudo tão inconstante na minha cabeça.

Clarice é demais, nos previlegiou com essa e tantas outras obras fantásticas.

[Mente Hiperativa]

17 junho 2010

A espera esquecida

Pra variar você nem ligou
eu sabia que seria assim
já esperava isso

ou melhor dizendo
nem esperava mesmo
que você me ligasse

Já te conheço, és previsível
por isso já não alimento mais
tantas expectativas em mim

Se tiver que dar certo
um dia vai dar
talvez o dia não seja Hoje

Eu vou ter paciência
vou te esperar
não sei até quando, mas vou.

[Mente Hiperativa]

Entre Nós


Entre nós não há palavras,
há música,
há músculos e pernas,
veias e coração.
Entre nós há calor,
há ritmo,
sangue a correr e o mundo.

Entre nós há olhos.
Olhos abertos
olhos fechados
Há mãos. Mãos dadas.

Entre nós há silêncio
Silêncio longo e calmo

Entre nós há pressa
Entre nós há espera
Espera longínqua com
mar azul.
Há cor.
Há uma sala debaixo de água
e crianças de pés pequenos.

Entre nós há tudo
Mas não há palavras.


Obs: Esse texto não é meu, foi tirado daqui: http://20centimetros.blogspot.com/2009/09/entre-nos.html.

[Mente Hiperativa]

Amargura

Mara se incomodava com a alegria alheia, não podia estar num lugar com pessoas felizes, dando gargalhas que logo fazia a energia do ambiente pesar, mudava o rumo da conversa e espalhava sua amargura pra todos os lados. Todos calavam, ficavam em silêncio. Um a um iam embora, discretamente, ou não, se afastavam daquela má influência.

Claro que à princípio eles tentavam ajudá-la, chegavam junto, conversavam, orientavam e ofereciam ajuda, mas logo percebiam que ela não queria ajuda, parecia 'curtir' aquele estado pessimista, ou então já estava conformada, já tinha aceito viver assim o resto de sua vida. Por isso as pessoas logo desistiam dela, e se afastavam.

Quando percebia que as pessoas lhe deixavam sozinha, Mara arrumava brigas com elas, talvez um mecanismo inconsciente de chamá-las a atenção. Ela queria alguém pra ouvir suas lamúrias, se não ouvissem por bem, ela arrumaria algum motivo, por mais banal que fosse, pra brigar, discutir, descarregar toda a angústia que tinha no peito.

Ninguém fazia essa leitura, mas Mara na verdade estava dando gritos desesperados, era a forma que ela encontrava de pedir ajuda. Ela era triste, amargurada, deprimida, mas não sabia como aceitar ajuda. Ela sequer sabia porque sofria tanto.

Todos seus amigos diziam que ela não tinha porque sofrer, a vida havia sido generosa com ela, mas ela só fazia reclamar, nada estava bom, era a eterna insatisfação em pessoa. Ninguém fazia nada certo, ninguém prestava pra ela, nada estava bom, NADA. Por isso ela se afastava de tudo e todos, e ela aprendeu a afastar inclusive as pessoas que insistiam em acreditar nela. Tornou-se expert nisso.

Às vezes Mara ia andar na praia, no fim da tarde, e se colocava a pensar na sua vida, concluia que não fora sempre asssim, amarga, um dia fora feliz. Mas não se lembra quando começou a sentir-se assim, quando começou a se afastar das pessoas e sentir-se tão mal. Ela não sabe como começou isso tudo, talvez há mais de 20 anos atrás, na sua adolescência conturbada.

Certa vez ela pesquisou a origem do seu nome, num site da internet, "Mara, do Latim, amarga, amargosa". Parece que seus pais acertaram em cheio no seu nome, mas parece que foi só no nome mesmo.

Não me pergunte o que se fez de Mara, da última vez que foi vista estava sozinha, ninguém mais aguentava seus constantes ataques, todos desistiram dela. Até ela própria.

[Mente Hiperativa]

16 junho 2010

A metáfora da locadora

Eu tava na balada com meus amigos quando um deles, que havia acabado um namoro há pouco tempo, fica com uma cara de desiludido, ainda pensando nela. Aí então um outro amigo, solteirão convicto, chega nele e dá uns conselhos:
- Fica assim não poxa, olha ao teu redor e vê quanta gatinha tem por aqui. Vê só, quando tu vai numa locadora de filmes, tem centenas de prateleiras cheias de filmes de todos os gêneros. Você aluga um filme que nunca assistiu ou pega o que já tá cansado de ver passar na tevê?
Ele não responde, fica calado, mas seus olhos dizem que ele prefere o mesmo filme de sempre, que jamais enjoaria dele, mesmo estando numa locadora com
"centenas de prateleiras cheias de filmes de todos os gêneros"...

Se fosse assim como 'o solteirão' diz seria muito bom, seria muito fácil. Já pensou se conseguíssemos tratar as pessoas como filmes, que assistimos e depois devolvemos na locadora, colocando-as de volta na sua prateleira?

Ninguém sofreria por amor.

Ok, vamos voltar pra realidade, o mundo real nos chama, e aqui as pessoas NÃO são como filmes. Sinto muito, vamos ter que continuar sofrendo por amor.

[Mente Hiperativa]

A paixão



La passion - Gigi D'agostini

Eu nunca pensei que você queria, nós não vamos nos pertencer

Eu posso ver seu rosto tão forte
Eu canto qualquer coisa pra você, você estará totalmente em meu pensamento
Jamais satisfaça minha alma com outro...
Ao meu lado, não estou rindo, não estou chorando
Não vá...

Baby eu te amo tanto, e nunca te deixarei partir
Estou procurando seu rosto, esperando por um abraço quente
Estou vivendo no espaço, estou seguindo seu rastro
Conte me o que está acontecendo, conte me o que está acontecendo
Eu farei você uma rainha, garota você já viu?

Oh, baby venha até mim, baby só venha para mim
Não parta meu coração esta noite, mexendo com o desejo da minha alma
Baby só venha até mim, seja o que você quer ser
Usando sua imaginação, eu preciso que sua alma veja

Baby só venha até mim, agora nós podemos fazer isso certo
Nos abraçando apertado, agora nós podemos fazer que seja certo
Eu prometo a você delícias, esperando até o amanhecer
Eu tenho que ter a chave, abra seu coração pra mim
Agora posso te libertar, seja o que você quiser ser
Não quero ficar sozinho, eu tenho que ser tão forte
Não quero ficar sozinho

[Mente Hiperativa]

Qualquer relação será sempre bilateral

Como se constrói uma relação? Acho que essa imagem dialoga bem com essa pergunta, duas pessoas, uma de cada lado, construindo uma ponte que une os dois. Uma pessoa só não conseguiria construir toda a ponte sozinha, digamos que ela chegaria mais ou menos na metade. Se a outra pessoa não contribuir será tudo em vão, perdido, de nada terá adiantado tanto esforço.

Assim é uma relação, seja ela qual for, cada um tem que dar sua contribuição, ceder um pouco, compreender, estimular, ajudar, se esforçar pra que dê certo. Não basta esperar apenas do outro, é preciso também trabalhar ativamente. E o que eu digo se aplica a um casamento, namoro, amizade, relação entre pais e filhos, irmãos, colegas de trabalho... A construção sempre se dá aos pares, sempre.

Infelizmente algumas pessoas, fracas, não compreendem essa bilateralidade ou não querem tomá-la como verdade pra si. Não sei se é difícil pra elas aceitar sua parcela de culpa no fracasso da relação ou se elas tem, de fato, alguma dificuldade de interagir, não sei, mas essas pessoas acham mais fácil julgar a outra pessoa como grande causadora de tudo que deu errado na história, chamam-na de imatura, complicada e dizem que não tiveram qualquer problema, que o problema é a outra pessoa, e ponto final. Infelizmente tem gente que faz assim, e dessa maneira não se resolve nada.

Pois bem, alerto essas pessoas, enquanto a relação com os amigos e namorado(a)s der errado, é fácil se afastar, mas e quando a relação com um filho der errado, e aí? E se for com a mãe, com o irmão, alguém que você não possa se divorciar ou demitir, e agora José?

Mas se você estiver do outro lado, do lado responsabilizado por tudo que deu errado, eu só posso dizer uma coisa: tenha paciência, você não é o verdadeio imaturo da história. Infelizmente não há muito o que se fazer, apenas ter paciência. E é difícil, pois a vontade é mesmo abandonar o barco também.

Mas voltando, pra quem julga o outro "todo errado", não espere que ele amadureça, que ele decida agir ou entender qualquer coisa, simplesmente faça a sua parte, lute pra que dê certo, continue construindo a ponte e não abandone a obra inacaba.

[Mente Hiperativa]

15 junho 2010

Primeiro jogo

Eu sempre soube que eu não era igual a todo mundo, na verdade comecei a ter certeza na adolescência, quando todos os garotos se interessavam por futebol, video game, harry potter e álbum de figurinhas. Eu nunca segui qualquer 'coqueluche' -como diria minha mãe-, sempre achei isso tudo uma bobagem, sempre me preocupei com coisas mais sérias e com questionamentos que talvez nem fossem necessários no momento. Minha cabeça sempre estava cheia de pensamentos.

Enfim, o que isso tem a ver com o assunto o texto né? Hoje foi o primeiro jogo do Brasil na copa, não é nenhuma novidade pra ninguém. Eu, como bom Brasileiro, amo minha nação, meu povo, gosto de viver aqui e nem sonho em me mudar em definitivo pra outro país. Mas no entanto eu saí de casa minutos antes do jogo iniciar pois tive que resolver algumas pendências; não consigo ficar como a maioria esmagadora das pessoas, vidradadas na frente da TV assistindo ao jogo, como se nada mais no mundo fosse importante.

Quando eu tava andando pela rua, e o jogo já havia começado, as pessoas estavam todas loucas, parecia uma super produção hollywoodiana sobre o fim do mundo. Trânsito, buzinas, carros na contramão, acelerados, imprevisíveis, pessoas gritando, correndo... E eu me pergunto, por que tudo isso?

Acho mesmo que eu sou estranho, pois eu parecia o único despreocupado co m o tal jogo, enquanto todos prestavam atenção à teve, ao rádio ou ao celular de última geração. Resolvi o que tinha pra resolver e voltei pra casa. Depois de tomar um bom banho frio, tentei fazer alguma coisa, juro que tentei. Queria assistir algum programa que não fosse o jogo, mas não tinha, até nas rádios estava passando o jogo do Brasil. Pra que ver esse jogo, tava na cara que o Brasil ia ganhar. Coréia do norte não entende nada de futebol, só de devorar cachorro, além do mais é o primeiro jogo, claro que O Brasil ia ganhar, óbvio. Até mãe Diná já sabia dessa.

Tentei ler uma revista, me concentrar em qualquer coisa, mas as vuvuzelas não deixaram. Malditas vuvuzelas, a vontade que eu tenho é de enfiá-las no... na Boca dos seus respectivos proprietários, garganta abaixo. Depois de tanta luta enfim eu sucumbi à pressão, à conspiração do universo e me entreguei ao jogo. Liguei para os amigos e fui pra um barzinho encontrá-los e ver o jogo.

Fiquei com aquela vontade de fazer aquilo com as vuvuzelas do povo, mas me controlei, fingi que tava no clima, fingi que era normal e que tava tão empolgado quanto eles. (Foi um momento Dexter Morgan...)

[Mente Hiperativa]

Tem hora que eu canso


Tem hora que eu canso...

Canso de procurar aquela pessoa que não me dá bola.
Canso de batalhar pela árvore que não dá frutos.
Canso de tentar acordar quem ainda dorme pra vida.

E se estou tão cansado, tenha certeza, é porque já tentei demais.

Então não me peça pra ter ainda mais paciência.
Estou no meu limite!
Chegou a minha hora de descansar.

Talvez um dia eu volte pra tentar endireitar as coisas,
ou não.


[Mente Hiperativa]

Agradecimentos

Hoje queria agradecer a todos que leem meu blog, que compartilham das minhas histórias,vivências, pensamentos e loucuras. É bom saber que alguém me 'ouve', ou melhor dizendo, me .

Eu sei que às vezes falo coisas interessantes, produtivas, outras vezes é puro desabafo, tão íntimo e pessoal que quem não for realmente próximo pode nem entender do que estou falando. Às vezes falo besteira também, e depois penso "Porque eu coloquei isso no bog? Bom, mas agora já está lá, deixa que fique então."

Dentre asneiras e utilidades o que importa é que de alguma forma isso aqui seja produtivo pra vocês, espero que desperte alguma dúvida, algum questionamento. Desejo que desperte alguma atividade nas suas mentes, sejam elas hiperativas ou não.

Não espero jamais encontrar alguém que concorde com tudo que eu digo, que me ache cem pro cento correto em meus pontos de vista. Acho que cada um pensa à sua maneira, por isso quero que concordem comigo, e também que discordem. Quero que pensem a respeito e tirem suas próprias conclusões, que reforcem suas opiniões e que mudem-nas se julgar pertinente a mudança.

Queria novamente agradecer aos leitores pelas visitas, sejam elas assíduas ou dispersas, pouco importa, e também pelos (raros) comentários (sim, isso foi mesmo uma indireta). Isso tudo é importante pra mim, todos os dias quando acesso o blog vou logo na coluna dos seguidores, conferir se há algum novato. Quando acesso minha caixa de email também verifico logo se há alguma notificação de comentário.

Por isso voltem sempre!

[Mente Hiperativa]

14 junho 2010

Encontros noturnos


O primeiro contato é sempre o visual, inevitavelmente. Quando o vi não pude deixar que sua aparência me chamasse a atenção, não me segurei, e logo fui ao seu encontro pra fazer uma prazerosa leitura dele.

Ontem foi nosso primeiro contato, eu já estava na minha cama pronto pra dormir e resolvi olhar pra ele, peguei nas minhas mãos e analisei-o todinho, percebendo cada detalhe seu. Depois passei o dedo nele, senti sua textura macia, e cheirei, adoro esse cheiro virgem, ainda intocado, cheiro de coisa nova.

Depois de ver e sentir eu comecei a tentar entendê-lo, procurei me informar sobre ele, observei-o frente e verso... Depois, finalmente começamos a nossa história, devagar -no começo- e logo eu me aprofundo e acelero, quero descobrir tudo que há por vir, os mistérios que ele esconde, quero me deliciar no seu conteúdo.

Mas o primeiro contato foi breve, era tarde e eu precisava dormir. Amanhã tem mais, e tantas outras noites ainda terei para desfrutá-lo em minha cama à noite. Temos ainda vários encontros até o dia que eu descobrir toda sua história, todos seus segredos e então ele será só mais um livro na minha estante, pois já terei percorrido todas suas páginas.

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Ah, como é bom iniciar a leitura de um livro... Anteontem acabei de ler "Veronika decide morrer", ontem comecei a ler "Preciosa". Esses são meus encontros noturnos, com a literatura, claro! Pra não ficar nenhum mal entendido...

[Mente Hiperativa]

13 junho 2010

Só hoje




Só hoje - Jota quest

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(que te faça rir)

Hoje eu preciso te abraçar...
Sentir teu cheiro de roupa limpa...
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje


E quem não precisa de alguém? Só os fracos se julgam auto-suficientes!

[Mente Hiperativa]

Até quando?

Mais uma vez ele saiu do trabalho, tarde, e foi pra o bar. Não era alcoólatra, era pior que isso. Ele quase nem bebia, só ia pro bar pra fugir da solidão. Não queria encará-la de frente quando chegasse em casa e notasse que estava sozinho.

Ele ia rotineiramente para o bar pra ver os “amigos” -entre aspas mesmo- pra jogar conversa fora, pra fingir que era feliz e contar suas felicidades, abstratas e inventadas. Mas ele sabia que não era feliz.

Mais um dia acabou, chegou em casa de madrugada, sem sono, dormiu quase ao amanhecer enquanto assistia a um documentário qualquer do Discovery channel.

No dia seguinte acordou tarde, como sempre, e foi trabalhar. Ele adorava trabalhar, ou pelo menos era o que sempre dizia a toos. O trabalho servia como perfeita fortaleza para esconder-se da vida, pra não ter que encarar o vazio que ele próprio construiu em torno de si. Era a perfeita desculpa que ele tinha pra justificar a sua falta de tempo.

O que ele fizera pra viver assim?
O que precisava fazer pra sair dessa?
Será que ele se pergunta isso?

Assim ele ia vivendo, se escondendo no trabalho, se distraindo nos barzinhos, sempre disfarçando um vazio que ele conseguia esconder de todos, menos de si mesmo. Nos seus momentos de reflexão ele sabia que tudo era fingido, calculado. Ele sabia que só ele podia mudar aquela realidade tão amargurada. Mas como?

Até quando será que ele vai aguentar viver assim?

[Mente Hiperativa]

Dia de chuva

Hoje o dia é de chuva,

muita chuva!

É domingo,

posso acordar bem tarde


ou apenas 'ficar de preguiça' na cama
,

ouvindo o barulho da chuva lá fora
;

sentindo, aqui dentro, o cheiro de terra molhada
.

Curtindo o friozinho...


Se fosse criança estaria me banhando em seus pingos,

correndo e pulando,

lavando minha alma.

Mas já sou crescido


vou ler um livro ou quem sabe assistir um filme


no meu sofá quentinho
,

aconchegante
,

companheiro fiel dos dias de chuva.


[Mente Hiperativa]

12 junho 2010

Saindo da rotina


E agora todas duas riam do mal-entendido, se divertiam à beça com toda aquela história tão maluca.

Minutos antes:
- Juro, eu vi ele parando o carro e a mulher suspeita entrando. Ela tinha o corpo bem parecido com o seu, mas os cabelos eram loiros e bem compridos, ela usava meia arrastão e uma microssaia. Não consegui ver o rosto dela, mas aposto com você que era garota de programa, amiga. Eu sinto muito, mas precisava te contar.
Meia hora antes:
- Preciso ir até aí pra te contar o que eu vi ontem, você não vai acreditar. Mas não pode ser por telefone, preciso ir aí, se prepara!
Na noite:
- E aí gata, entra no carro e vamos nos divertir agora, Ok.
- (Risos) Nem tô acreditando nisso.
Na manhã do dia anterior:
- Tchau amor, já tô indo pra o trabalho. Chego tarde viu, tenho aquela reunião, 'aquela' reunião.
- Tá bem, amor, tá tudo combinado viu, não vejo a hora de realizar essa nossa brincadeirinha pra comemorar o dia dos namorados. Vem cá e me dá um beijo.

- Não esquece da peruca loira, amor, tchau, te pego no lugar marcado, às nove.

.................................................................................................................


Imoralidade, loucura ou fetiche?

De que importa... Afinal quem não tem também suas fantasias secretas?

[Mente Hiperativa]

Tente fazer diferente

Há quanto tempo você não tenta algo diferente?

Eu tentei.





Mas não deu certo...

[Mente Hiperativa]

Um texto não muito indicado para o dia dos namorados

A paixão é uma coisa muito estranha... Essa semana eu conversava com uma guria no MSN e de repente, ela diz que tá apaixonada por mim. Eu estranho completamente já que nunca a vi pessoalmente e conversamos poucas vezes, de imediato eu rebato seu comentário:
"Você nem me conhece, como poderia estar apaixonada por mim?"

"E você já se apaixonou por alguém que conhecia em detalhes? Se conhecesse certamente não se apaixonaria."
Que droga! Ela acabou com todos os meus argumentos, tive que concordar com o que ela disse, afinal ela estava completamente certa; não nos apaixonamos por alguém que conhecemos bem, tirando raríssimas exceções (talvez as exceções que mais dêem certo).

Como diz naquela propaganda de chocolate, "nos apaixonamos por uma projeção criada por nós mesmos, uma projeção de um ser perfeito."

O problema é que depois de um certo tempo a projeção deixa de existir e você passa a enxergar uma pessoa de verdade, normal e imperfeita (que decepção).

Deve ser por isso que nunca dá certo.
Obs: espero que ela (não) esteja lendo isso.

[Mente Hiperativa]

Pra que serve uma gravata mesmo?


Outro dia me fiz essa pergunta... Pra que serve uma gravata mesmo, além de apertar nosso pescoço o dia todo?

A gravata foi inventada, penso eu, com o intuito de conscientizar as pessoas que a utilizam de que ele ele precisa sofrer o dia todo, que ele tem que trabalhar e não pode relaxar um minuto do dia sequer. É como uma coleira que seu patrão enfiou em você e só vai sair no fim do dia.

Sendo assim, então esqueça tudo e trabalhe, pois somente no final do dia é que você poderá usufruir do bem-estar de chegar em casa e afrouxar o nó da gravatá, relaxar, sentir-se livre finalmente.

Talvez a gravata cumpra bem o seu papel de manter o indivíduo no eixo, tenso, produtivo, empenhado, trabalhando. Afinal quem conseguiria relaxar com um troço apertando seu pescoço o dia todo?!

Mas também a gravata acaba exercendo outro papel, que talvez não tenha sido pensado na ocasião que foi criada, ela nos faz perceber o valor da liberdade. Parece contraditório associar liberdade ao uso da gravata?

Mas não é. É perfeitamente coerente que uma pessoa que passa o dia amarrada saiba dar bem mais valor à liberdade do que aquela que já é livre o dia todo; não há melhor maneira de dar valor a uma coisa do que ter sido privado dela em algum momento.

Talvez você nunca soubesse o doce sabor da liberdade se não tivesse antes experimentado o amargo gosto de sua privação, pois muitas vezes não podemos sentir falta de uma coisa que nunca deixamos de ter.

Pense nisso. Não pense tanto nas gravatas, mas pense na idéia.

[Mente Hiperativa]

Blogo, logo existo.

Blogo, logo existo.
"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana