Cavalheiros são aqueles caras que puxam o banco pra namorada sentar, abrem a porta do carro pra ela sair, pagam a conta, mandam flores e não deixam sua amada carregar peso algum. Onde estão eles, os cavalheiros?Bem, os tempos mudaram, parece que nada mais é o mesmo, hoje as mulheres dividem a conta, carregam o peso e sentam-se por conta própria. As mulheres também trabalham, saem à noite pra balada, sozinhas, falam o que pensam e fazem sexo como querem. Como poderiam agir assim se fossem tratadas daquela maneira, como bibelôs prestes a se partirem em mil pedaços?Talvez não tenha sido os cavalheiros que sumiram, mas sim as damas, e à medida em que elas se tornaram mais 'feministas', nós nos tornamos mais receosos em afrontá-las, questioná-las acerca de suas capacidades ou potencialidades. E se não há damas, não há cavalheiros. Então onde estão os cavalheiros? Lá no passado, junto com as damas de antigamente, frágeis e indefesas, que precisavam da nossa proteção e cuidado. Hoje temos mulheres fortes e independentes que fazem questão de mostrar que são capazes de carregar peso e têm dinheiro pra dividir a conta do restaurante, elas querem mostrar que podem tanto quanto nós homens, ou seja, deixaram de ser frágeis e necessitadas dos nossos cuidados de cavalheiros. Algumas mulheres levam tão a sério essa história que pode ser até um insulto pedir-lhes pra ajudar em alguma determinada tarefa 'masculina', você corre o risco de ouvir: "Tá pensando que eu não consigo é? Tá querendo dizer que eu não posso, que sou inferior a você?"É difícil... Difícil saber a hora em que você pode ser cavalheiro e a hora em que você tem que deixar ela provar (a quem?) que é tão capaz quanto um homem. Entender as mulheres não é fácil, mas é preciso descobrir a hora em que ela quer receber flores e a hora que ela quer ir dirigindo, porque ela é frágil, mas também é forte. Entendeu? Eu também não entendo.
[Mente Hiperativa]
Essa semana fui ao médico, estava no banheiro quando um senhor comenta comigo: "O tal do hospital é todo bonito, tudo limpo e organizado, mas é o lugar que ninguém gosta de vir né."Ele nem sabia que tava falando com um futuro médico, como eu poderia concordar com o que ele dizia? Na verdade eu até sou suspeito pra dizer, eu GOSTO de ir ao médico. Ainda digo mais, se eu for ao médico com uma queixa e ele disser que não é nada, eu vou a outro na mesma hora.Já cheguei a pensar que eu pudesse talvez quem sabe ser um pouco, um pouquinho, hipocondríaco, mas não é o caso, é que eu gosto de ser bem atendido, gosto que o médico pegue em mim, me examine, olhe nos meus olhos, pergunte, faça exames complementares. Se ele fizer isso e disser que não é nada aí sim eu confio e saio satisfeito. Mas se ele nem olha pra minha cara, desdenha das minhas queixas e diz que não tenho nada, como posso acreditar? Por isso procuro outro, depois de um tempo eu entendi que não se trata de hipocondria...Mas voltando à pergunta daquele simpático senhor, pensei então porque as pessoas têm tanto medo de ir ao médico. Não vejo motivo pra ter medo (ok, eu sei que eu sou Duplamente suspeito pra dizer...). Talvez as pessoas associem o médico à doença, e a doença à morte, mas não tem nada a ver, há doenças que matam e há doenças que fazem viver! Diversas pessoas tiraram força de onde não tinham pra tratar um câncer, aprenderam a lutar e depois disso passaram até a dar mais valor à vida. Não faço apologia ao câncer, claro que não, mas quero dizer que a doença pode ser boa, por mais incrível e contraditório que pareça. É a chance de você fazer as coisas diferentes e enxergar a vida mais bonita após tamanha superação.Por outro lado, há tantas pessoas que não têm doença alguma e de repente... PÁ, caiu, morreu, assim, de repente, fulminante. Minha vó tinha apenas 66 anos e colesterol controlado por remédios, nenhum problema de saúde mais. Morreu dormindo, de um dia pra o outro, assim, sem mais nem menos.Então pra terminar eu acho que ir ao médico deveria ser gostoso, é a promoção de saúde, a garantia de uma melhor qualidade de vida, E NÃO O CONTRÁRIO, como muitas vezes parece. O papel do médico é sanar a dor e a moléstia, ele não vai matar você não.Vejo o sofrimento e as dificuldades de pessoas que acessam o sistema público de saúde, que chegam no hospital às 4hs da manhã pra pegar uma ficha e serem atendidas às 8hs, esperam horas no sol, muitas vezes vêm de ambulância de cidades interioranas que não dispõem de um hospital, outras vezes têm dificuldade de locomoção, precisam de cadeira de rodas ou mesmo uma maca mas não há nada disso. Vejo isso tudo eu me pergunto, como pode alguém desdenhar de todo o conforto e comodidade de um hospital particular e ainda ter medo de ir lá? Pessoas que têm condições de ir a um hospital com chão de mármore, água gelada, cafézinho, poltronas confortáveis, que têm plano de saúde e se recusam a ir ao médico. Não compreendo o que se passa em suas cabeças.Não tenha medo de ir ao médico. Ao contrário, tenha prazer, de saber que não tem nada grave, prazer de saber que está sendo tratado, prazer em saber que sua saúde está bem guardada, em boas mãos. E a morte, ah, ela virá buscar a todos nós, ela não tem compromisso com a doença e nem vai buscar ninguém na sala de consulta médica, garanto![Mente Hiperativa]

Porque não existem mulheres pilotando na fórmula 1???[Mente Hiperativa]
Raiva, ódio, amor, tristeza, compaixão, desespero, afeto, alegria, carinho, medo...Não sei o que são essas coisas, não sinto isso, sou psicopata, não consigo fugir disso! Mas eu sei jogar com as pessoas, sei despertar NELAS esses sentimentos todos, sei provocar, manipular, isso eu sei fazer muito bem. Não me condene, é assim que me sinto preenchido de sentimentos, vendo-os se manifestarem nos outros por minha causa. Isso me preenche, projeto-me nos outros pra sentir-me menos vazio.Sou psicopata, alguém me empresta um sentimento?
[Mente Hiperativa]

Como? Louco? Eu?!
A cidade o aceitava nas suas loucuras. Riem com suas aventuras épicas.
Bravatas? Mentiras! Verdades! Louco?!
A figura excêntrica acalma a consciência da população.
Afinal: "A loucura é só dele; pensam todos ali."
Ana Marly Oliviera Jacobino
AAAAAAAAAAAAAAAAHHHH isso explica tudo! POR ISSO que as pessoas gostam e admiram tanto o "amigo doido", ele faz com que as pessoas se sintam naquela ilusória condição, como é mesmo o nome? "Normalidade."[Mente Hiperativa]
Vamos legalizarO cumprimento ao porteiro do prédioO abraço ao colega de trabalhoO cumprimento ao motorista do ônibus ou taxiVamos legalizarO fim do silêncio no elevadorAs visitas àquela tia-avó esquecidaA gorjeta à quem presta um bom serviçoVamos legalizarO bom e velho 'obrigado'A gentileza gratuitaA educação, o respeitoVamos legalizarA boa direção no trânsitoA cidadania com os idososO auxílio aos deficientesVamos legalizarA valorização de cada profissionalA tolerância entre os diferentesA paciência com as criançasNão espere aprovação do congresso, legalize JÁ[Mente Hiperativa]

S
entimos dentro de nós um desejo incontrolável, inexplicável, incontido numa ânsia de vingança. Mas, de quem? Sentimos que uma fúria abissal nos consome desde sempre, nos queima por dentro, rosna latejando na nossa pele. Mas, por que? Sentimos nojo, nos causa repulsa ver e conviver com a vida. Não conseguimos ser indiferentes, desdenhar simplesmente. Mas, o quê? Tentamos fugir dessa prisão sem paredes, desse turbilhão de pensamentos, que nos arrasta rumo ao desconhecido. Mas, pra onde?Assim vamos procurando em vão enganar a nós mesmos, criando um mundo ideal, um espaço no qual sejamos nós, apenas. O inominável nos angustia, penetrando por entre os poros dessa nossa pele tosca, por esses ossos carcomidos pelo tempo inexorável do viver, nada mais do que uma constante subtração, escorrendo, ecoando, pelos labirintos sombrios do nosso ser.Não precisamos de perguntas, não importam as respostas, pois já não pertencemos a este mundo. Somos você e eu um mesmo ser, compartilhando o tudo e nada, absortos por esta vida, que nos suga cada vez mais até o fim.Texto: Wellington R. Fiorucci[Mente Hiperativa]
"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."
Mário Quintana