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03 dezembro 2010

Inspiração


Inspiração... já falei sobre ela, sobre as visitas que me faz ( leia: http://mente-hiperativa.blogspot.com/2010/05/inspiracao.html), outro dia estava pensando nela de novo, li no blog do Brayan um texto que um amigo dele pediu que fizesse, então ele disse que foi na casa da vó, no 'seu lugar', aí então lá ele se inspirou e escreveu o tal texto.

Então na hora eu pensei como eu sou o contrário disso, quando eu vou a um lugar calmo e busco inspiraçao ela não vem. Às vezes vou no laguinho da Universidade, muito tranquilo, os patos nadando, o barulho das folhas, e nada me vem à cabeça.

Mas quando estou na rua, no ônibus, na movimentação, numa conversa, aí me vem uma idéia ou um tema à cabeça, logo pego um papel e rabisco pra não esquecer, ou anoto mesmo no celular. Depois, ou na mesma hora se der, eu pego o rabisco e desenvolvo os pensamentos, e eles saem facilmente, fluem como a água de uma cachoeira, como um rio correndo caudaloso.

Às vezes a última página do meu caderno ou a caixa de rascunhos do meu celular estão cheios de frases, palavras soltas, coisas que ninguém entende ou faz idéia do que seja. Mas eu sei, sei muito bem, pego cada frase e escrevo um post como esse que você está lendo. Passo às vezes horas escrevendo aqui, ou trascrevendo o que já está pronto no papel.

É... Acho que escolhi bem o nome do blog, "Mente Hiperativa", talvez eu não pudesse ter escolhido um nome melhor do que esse. Combinou, basta ver a programação do mês, o arquivo do blog.

Quando eu comecei com o blog eu tinha medo que um dia não tivesse o que postar, que não tivesse idéias, mas hoje eu tenho é que me controlar pra não entupir de textos, não posso colocar demais, tenho que me conter...

Espero que seja sempre assim.

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Postagem relacionada


Sem inspiração
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[Mente Hiperativa]

Água e óleo


Como a água e o óleo tangentes

Que jamais se misturarem num só

Nós dois nos tocamos intimamente

Sem jamais unir nossos corações


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Postagens sobre paixão

Amor ou paixão?

O desejo como se fosse um cachorro
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[Mente Hiperativa]

02 dezembro 2010

Quem é que manda na relação?

Ela era bastante submissa com relação ao marido prestativa, ela sempre servia seu jantar, lhe acordava de manhã e lembrava a sua cabeça de vento dos seus compromissos. O marido então adorava tudo isso.

Todos a julgavam muito boba, achavam que ela era muito dependente do marido e que caso algo acontecesse e eles se separassem ela jamais conseguiria levar a vida adiante, devido à dependência que tinha dele. A sua passividade incomodava as amigas.

As pessoas, inocentemente, não conseguiam perceber a sutil forma de dominação que ela exercia. Na verdade ela criava uma dependência do marido com relação a ela, ELE que precisava dela. Além do mais, como ela que fazia tudo, ela fazia então da sua maneira. ELA tinha o controle em mãos.

Mas o marido não precisava entander o verdadeiro funcionamento das coisas, ela deixava-o se achando o macho alfa, enquanto ele comia nas suas mãos, mas comia o que ela queria e na hora que ela queria.


Sendo assim eu pergunto: quem é dependente de quem?
Quem é que domina na história, ainda que silenciosamente?

PS: Cuidado com as mulheres!!!! Nunca subestime qualquer uma delas pelo jeito doce e meigo com que falam e agem, elas dominam no silêncio.



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[Mente Hiperativa]

Não sinto mais que vou explodir


Antes eu sentia, sentia que minha cabeça ia explodir de pensamentos e preocupações, era angustiante demais. Era como se quisesse gritar BEM alto mas estivesse dentro de uma igreja, ou quisesse dar à luz mas estivesse pendurado numa montanha. Quem acompanha o blog desde cedo já me viu escrever algumas vezes sobre isso.

Hoje não me sinto mais assim, consigo organizar bem os pensamentos, ainda continuam vindo em enxurradas, mas parece que consegui construir canais para eles passarem sem causar tanto estrago, agora eles se conduzem por um caminho, de forma organizada. Aprendi a usar essa hiperatividade que antes me causava dor, agora me causa alegria, canalizei, canalizei esse traço da minha personalidade.

Talvez tenha sido o blog -e muito provavelmente o foi- que me ensinou a organizar os pensamentos, a argumentar, a colocar minhas opiniões de forma clara. Outro dia recebi um elogio de um desconhecido com o qual eu conversava "poxa, você tem uma retórica muito boa, sabe defender seus ideais, uma boa argumentação". Poisé, antes do MH eu não era assim. E eu nem tinha percebido esse crescimento, talvez tenha sido tão gradativo que seja difícil da própria pessoa perceber, só noto quando as pessoas comentam sobre mim, aí sim enxergo como cresci aqui. Cresci e não sinto mais que vou explodir.



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Momentos Explosivos:

PROVA PROVA PROVA

Só (Wellington R. Fiorucci)
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[Mente Hiperativa]

Conversas da vida moderna


- Pai, vou sair, vou na casa de Andrezza.

- Andrezza? É aquela que estuda com você?

- É, pai.

- Meu filho, me diga uma coisa, você agora vive na casa dessa menina. Você tá namorando com ela?


- Não, namorando não, tô ficando, mas...


- Essa juventude, só quer ficar.

- Como eu dizia, eu tô ficando, mas é com a mãe dela!


- Com a mãe???

- É, com a mãe. Algum problema?

- Não, filho, nenhum. E a filha tá solteira?


- Tá.

- Me apresenta?



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Postagens que tem muito a ver (ou nem tanto assim)

Sobre a relação pais X filhos e a formação da personalidade

Sobre a falta de autoridade dos pais modernos

O filho como espelho dos problemas do pai

Simplesmente complicado - Meryl Streep
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[Mente Hiperativa]

01 dezembro 2010

Seguro de si

Cansou? Enjoou?

A porta tá aberta


Pode ir, adeus
[Mente Hiperativa]

Até quando, João?


João tinha origem humilde -que por sinal fazia questão absoluta de esconder de todo mundo- era tanto cuidado em ocultar as raízes que até os pais ele sentia vergonha de apresentar aos poucos amigos que mantinha ao seu redor; também não gostava de sair com eles para o shopping ou para um restaurante por exemplo, dizia que eram dois caipiras sem modos e sem educação.

João cresceu na vida, é verdade, estudou, arrumou um bom emprego público, mas seus pais continuaram a viver na roça, por opção, gostavam daquela vidinha tranquila e sem relógio, não trocariam aquilo por uma vida urbana, jamais se adaptariam. João até que gostava dessa situação, era muito cômodo pra ele que não gostaria nem um pouco de ter os pais 'caipiras' morando na sua casa, assim ele deixou-os largados lá naquela cidadeZINHA, no meio das galinhas e dos porcos.


Quando veio estudar na capital João já sabia bem o que queria da vida, direito, queria ser juíz, não um juizinho qualquer, mas um grande juiz, poderoso. E ele conseguiu, hoje é um notável juiz federal, muito conhecido pela competência, mas não só por isso, também pela extrema arrogância. Ele é daqueles que anda sem olhar para os lados, trata como lixo as pessoas humildes, de cargos inferiores ao seu. No tribunal ele se sente praticamente um imperador, só porque saiu de onde saiu pra chegar onde está, se sente mais importante que os outros. Ele não deveria jamais ter esquecido que um dia passara fome e tivera uma vida mais miserável do que muitos daqueles que, honestamente, ganham a vida limpando o chão do tribunal pra que ele possa proceder com seus julgamentos.

Mas João não pensava nisso, não se preocupava com as outras pessoas, estava pouco se lixando pra elas e nada disso tocava seu coração engessado.
Coração engessado sim, a vida (ou ele mesmo) tornou João uma pessoa amarga, orgulhosa, de pouquíssimos amigos, sendo a maioria por interesse e conveniência. Seu coração, engessado e paralisado, às vezes parecia nem bater, ali dentro não circulava sentimentos como numa pessoa normal. João vivia como se não tivesse nem família, mandava dinheiro para os pais quando esses tinham dificuldades e pronto, quase não mantinha contato, não dava nem uma ligação pra saber se estavam bem.

Dessa forma ele vivia só pra ele, numa vida infrutífera, parecia viver somente para o trabalho, quando na verdade era lá que ele se escondia pra não ter que pensar na vida, na vida que ele escolheu pra si mesmo.

Desde o começo ele sempre mostrou uma sede inexplicável pelo status e pelo poder, era isso que ele sempre sonhou pra si, como se quisesse se afirmar de alguma maneira, mostrar que era capaz.

Mas mostrar que era capaz de que?
Porque tanta necessidade de MOSTRAR aos outros?
Porque tanta sede pelo poder?


Talvez João quisesse compensar o vazio que carregava dentro de si, achou que com poder e com o dinheiro tudo ia mudar, ia ser mais feliz, cheio de amigos e oportunidades, longe daquela pobreza e miséria em que vivia quando criança, queria fugir dessas lembranças, apagar o passado.

O dinheiro de fato lhe trouxe bastante fartura, comida jamais faltou à mesa, também lhe trouxe um bom carro importado, uma cobertura de dois milhões, relógios caríssimos e tantos outros bens materiais; mas trouxe também a arrogância da qual ele não soube se livrar, não soube trabalhar essa ascensão vertiginosa e o ganho repentino de poder.


João quando estava ainda na roça, sonhava ser rico e poderoso, achou que assim seria mais fácil de ser feliz, pensou que o dinheiro por si só resolveria tudo e até hoje ele ainda está esperando as coisas serem resolvidas, de braços cruzados. Até quando, João?

Hoje em dia ele chega em casa, em sua cobertura de dois milhões, depois de um dia de trabalho e percebe que o silêncio e o vazio tomam conta. O apartamento parece um deserto, sem ninguém, sem alegria, sem uma música ou pessoas conversando, crianças gritando, não há ninguém no apartamento assim como não há ninguém na sua vida. Ele é capaz sim de perceber que o vazio não está só ali naquele espaço físico, mas também no seu peito. E n
essas horas João se pergunta: "De que adiantou, tanto trabalho e o que eu conquistei além de muito dinheiro e olhares tortos de pessoas que me odeiam, me veêm como o capeta?", "mas o que posso fazer agora???"

Ele não sabe o que fazer, se sente encurralado, condenado a continuar vivendo assim, não vê saída ou solução. Ele não sabe que depende só dele. Somente o prório João sabe o quanto se sente um 'João-ninguém', mesmo amntendo a pose e fazendo questão de ostentar a cara de mau, ele se mantém arrogante para que as pessoas se afastem e não descubram suas fraquezas.

Até quando, João? Até quando?

[Mente Hiperativa]

Blogo, logo existo.

Blogo, logo existo.
"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana