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22 julho 2010

Pais e filhos

Eu não tenho filhos, ainda, mas fico observando as crianças que me cercam, as crianças da minha família, por exemplo, e vejo que hoje em dia as coisas são tão diferentes do 'meu tempo'.

Hoje mesmo painho queria dar uma volta com meu irmãozinho (que tem 3 anos e meio de idade), o guri fez um escândalo pra vestir a roupa, parecia mais que estavam querendo jogar ele numa fornalha a 900 graus celsius. Resultado, ele
não quis se vestir a roupa, apesar dos inúmeros apelos de painho, e acabou não saindo de casa. Sinceramente, eu acho sem sentido um pai ter que apelar pra que o filho de tão pouca idade vista uma roupa e calçe uma .

Então eu pergunto, quem é o pai e quem é o filho? Quem é que manda e quem obedece na história?

Não sou tão velho assim, 23 anos, mas no meu tempo as coisas eram diferentes... Segundo painho mesmo dizia 'ele não tem o que querer', eu não tinha opinião, eu apenas obedecia. E se não obedecesse levava umas palmadas e ficava de castigo. Hoje em dia não vejo mais isso.

Meu avô sempre foi uma figura de autoridade, sempre tive muita obediência e respeito a ele. Aliás, não só eu como meu pai, tios, irmão e primos. Meu avô nunca levantou a mão, sequer me deu um beliscão em vinte e tantos anos, bastava nos olhar e falar -de uma forma tão firme que só ele sabe- que nós obedeciamos sem exitar.

Hoje em dia um pai que dá umas palmadas no filho não é visto com bons olhos, há inclusive um projeto de lei que quer proibir a palmada em criança. Dizem que traumatiza a criança... Eu sempre levei umas palmadas de mainha e nunca fiquei traumatizado, nem violento, mas aprendi a ter educação, a obedecer, a ter conduta.


Voltando ao meu irmãzinho, depois de muito escândalo pra não se vestir, quando ele percebeu que sem roupa ele não ia passear, então continuou o escândalo, gritando, chorando e batendo a cabeça na parede (sim, ele faz isso). Será que é um caso pra super nanny?

Os pais de hoje querem ser o oposto dos pais de antigamente. Eles querem ser mais próximos dos filhos, mais amigos, porém o ônus disso é que se perde um pouco do respeito e da autoridade. Um pai que conversa com o filho de igual pra igual não estabelece uma relação hierárquica, não impõe respeito.

Hoje em dia eu vejo que em muitos casos os filhos é que mandam nos pais. Eu não entendo como se chega a esse ponto. Eu já vi várias crianças baterem nos pais, mandarem neles, tomarem as rédeas da situação e colocarem condições.

Às vezes penso que os pais se culpam por não terem muito tempo para os filhos e então o pouco tempo que têm deixam os filhos fazerem o que bem entenderem, cobrem os filhos de mimos e lhe enchem de presentes, brinquedos.

Que tipo de filhos estão criando? Filhos que não respeitam os pais? E quem mais eles vão respeitar, se nem os pais respeitam?

Estão criando filhos sem limites, que pensam que podem fazer o que querem, que não recebem represálias pelas atitudes incorretas que cometem, filhos que não são punidos.

Eu não sou a favor da violência às crianças, de forma alguma. Eu acredito que os pais precisam ser amigos dos seus filhos, têm que dar muito amor a eles, muito mesmo. Mas defendo a opinião de que às vezes uma palmada ou um castigo bem dado é o melhor remédio, na dose certa, e que a criança precisa entender quem é que manda e quem é que obedece. Senão vira bagunça...

[Mente hiperativa]

3 comentários:

Hugo Otávio disse...

Espero que sejas um bom pai. O caminho é esse. Há tempo para repreensão para que o futuro esteja protegido. Apenas algums comentários:

1- "... Eu sempre levei umas palmadas de mainha e nunca fiquei traumatizado, nem violento..." Será? uhauhauhahuahua

2- "então continuou o escândalo, gritando, chorando e batendo a cabeça na parede (sim, ele faz isso). Será que é um caso pra super nanny?" Já vi que a coisa tá feia... A Super Nanny é "fake", com os direitos autorais do MH... huahuahuahua
:P
Gostei do texto!

Ana SS disse...

Penso que os pais querem ser amigos, demasiadamente dos filhos...
Têm medo de que os filhos lhe digam : eu não gosto de você.

Mas...é preciso! Que os filhos fiquem bravos com os pais, e que assim aprendam que os pais continuam lá, e ainda bem que é assim!

Allyne Evellyn disse...

Os pais nessa ânsia de estarem proximos dos filhos, se sublimarem a falta de tempo acabam muitas vezes criando pequenos reis e onde fica o Nome-do-pai como papel da lei?
O pai enquanto representante da castração, da lei e da ordem. A função paterna dever ser revista em nossa sociedade! Por isso tanta violência!

Blogo, logo existo.

Blogo, logo existo.
"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana