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30 setembro 2009

Mulher Amélia X Mulher Maravilha

Essa semana eu recebi um email chamado 'poema dos noivos' (poema completo), ele iniciava com um poema feito pelo noivo e enviado à sua noiva. Nessa primeira parte ele dizia que queria vê-la bonita todos os dias, tomar o café-da-manhã dela bem cedinho na cama, assistir minissérie à noite (e não ir ao cinema, que é caro) enfim, ele demonstrava toda sua felicidade por ter encontrado uma mulher pra cuidar dele, a mulher da sua vida.

Em resposta ao seu poema a noiva lhe enviou outro poema. Nessa segunda parte ela retribuiu dizendo que não sabia cozinh
ar nada, adorava fazer compras caras no shopping, gostava de sair com as amigas e de acordar tarde. Depois ela diz que dá tempo dele desistir do casamento, visto que a igreja ainda não foi paga nem as roupas foram feitas e no fim ainda sugere que ele coloque o seguinte anúncio no jornal: "Homem jovem e bonito procura escrava bem lerda Por que sua ex-futura-esposa Mandou ele ir à merda!!!"

A partir daí, então, fiquei pensando
sobre a evolução da mentalidade feminina ao longo do século XX e como tamanha mudança alterou a estrutura e comportamento de toda a sociedade. Pra começar comecei confrontando os desejos e perspectivas de uma mulher dos anos 30 ou 40 com os de uma mulher moderna:

No tempo da minha vó, a mulher era educada para ser a sombra e a extensão de seu marido. Elas tinham pouco estudo e aprendiam sobretudo atividades como costura, culinária e artes. Além disso elas tinham o papel de cuidar da casa, do marido e dos filhos; triste da mulher que não se casasse naquele tempo, e consequentemente não tivesse uma família pra cuidar.

A mulher moderna, entretanto, é bastante independente do seu marido, trabalha fora, muitas vezes prioriza a carreira à maternidade e se nega a aceitar o rótulo de
'sexo frágil'. As mulheres lutaram bastante (e ainda lutam) para conquistar o direito de ter vontade própria; hoje elas têm o direito de reclamar, reinvidicar ou disputar qualquer coisa com os homens.
Na teoria é assim, tudo bonito e simples; na prática as mulheres passaram a ser ainda mais cobradas na sua conduta com relação à beleza e responsabilidade, tanto não deixaram de tomar conta da casa como ainda passaram a ter a obrigação (e não direito) de trabalhar fora dela. Como se isso fosse pouca coisa ainda continuam responsáveis pela maior parte dos cuidados na criação dos filhos.

É bem verdade que tanta luta teve um lado bom, elas tiveram um grande aumento da sua autonomia e liberdade (em diversos aspectos: político, sexual, ideológico...),
proteção contra a violência sexual e doméstica, direito a participar das eleições e ainda uma série de outros benefícios e conquistas.

Pondo na balança os prós e os contras da revolução (e isso apenas elas podem fazer... ) muitas mulheres não se encontram satisfeitas ou felizes, parecem cansadas com as funções acumuladas nos estudos//trabalho//casa//filhos//marido//saúde//e juventude compulsória. Muitas delas, 'pós-modernas', se rendem ao melhor estilo retrô (amélia) pois não conseguem sustentar tamanha cobrança e responsabilidade acumulada pela luta feminista. Silenciosamente, então, elas abdicam das conquistas em nome do prazer de ser uma 'simples mulher'.

Será que pondo na balança os prós e os contras valeu a pena tamanha revolução?
Não teria sido melhor continuar
'Amélia'?

[Mente Hiperativa]

Links:


Pós-feminismo

http://www.scielo.br/pdf/ref/v14n3/a13v14n3.pdf

Desabafo da mulher moderna (do Blog 'Mulher - Sociedade anônima de responsabilidade ilimitada')
http://mulheres-sarl.blogspot.com/2009/02/desabafo-de-uma-mulher-moderna.html

Poema completo
http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/poema-dele-e-a-resposta-dela-0402376ED0A13366?types=A&

4 comentários:

Cabelos de Fogo disse...

Baita texto! Até começar a parte escrita em vermelho.
Acho muito triste uma constatação assim, afinal, o que o texto deixava claro, até então, é que existe muito ainda pelo que as mulheres lutarem. além disso, é uma falta de respeito com tantas mulheres que lutaram e até morreram para garantir a liberdade (ainda que limitada) que temos.
Mas, da para entender, tu é homem. E nunca saberá como é tudo isso que está escrito aí.
Gostei do blog (como se fizesse diferença), excetuando-se algumas "partes".
Abração!

Mente Hiperativa disse...

A intenção não foi ofender, mas sim incitar uma reflexão! A parte em vermelho não traz qualquer afirmativa, ao contrário, é uma pergunta. E quem pode dar a resposta dessa pergunta não sou eu, pois eu sou homem, quem pode responder se valeu ou não a pena são vocês mulheres.

Quanto a você ter gostado do blog isso faz diferença sim, me deixa mais feliz; o fato de você ter discordado de um ponto não significa algo ruim pra mim, cada um tem sua opinião e nunca vamos concordar EM TUDO com alguem, esse é o bom da história pois trocando opiniões e debatendo os assuntos nós temos a oportunidade de amadurecer e crescer.

Bjo e volte sempre.

Cabelos de Fogo disse...

Ainda que existam pontos de interrogação no final, a maneira como a frase foi colocada induz à compreenção de determinada opinião. Como disse, concordei com o texto até tal ponto.
Ms, que bom que são apenas perguntas e a resposta é: NÃO!
E, avaliando o que o próprio texto coloca, que as mulheres acabaram acumulando mais tarefas, não foi assim uma "revolução tamanha". Tivemos mudanças, graças a nós! Mas, a essência da diferenciação de gênero ainda é muito arraigada em nossa sociedade. Isso pode ser visto mais claramente com as(os) homossexuais. Mas, tudo isso que o texto fala sobre dupla jornada de trabalho, sobre as mulheres ainda carregarem o fardo de serem mães são formas de diferenciação mais "veladas".
Mas, enfim... isso é discussão pra mais de monografia de pós-graduação... ou uma longa noite num boteco.
Ainda assim, continuarei dando uma olhada aqui, sim! ;)
Bejão!

LucianaB disse...

Mulher Maravilha ou Amélia? Eis a questão.

Se analisarmos os dias de hoje, vimos claramente a diferença que homens e mulheres ocupam na sociedade. Em termos de delegação de tarefas, a diferença é quase inexistente. Aquela Amélia, antigamente rotulada como “mulher de verdade”, aos poucos está desaparecendo e cada vez assume o papel de Mulher Maravilha com mais intensidade.

Antigamente, uma mulher estava comprometida e satisfeita em fazer suas tarefas domésticas. Hoje em dia, sabemos que a mulher assumiu o mercado de trabalho, na maioria das áreas e seu espaço tornou-se indispensável devido sua competência.
Ao mesmo tempo, essa trabalhadora que também é mãe, deve dar atenção a seus filhos. Educá-los é seu maior desafio. Ali está formando novas personalidades, novos seres. Quando ela se vê perante dificuldades ou obstáculos quem a socorre? Ela mesma, pois é sua melhor amiga. Ela se conhece melhor do que ninguém. Apesar das mesmas, ela consegue respirar fundo e calmamente vai atingindo seus objetivos, na maioria das vezes despercebidos.
Podemos citar vários exemplos, tais como a ministra Ellen Graice, ou até mesmo a Governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius.
Enfim, o papel de Amélia ficou para trás. Cada dia vimos Mulheres Maravilha, pois as mulheres nos dias de hoje, estão delegando a si próprias diversos papéis: mulher trabalhadora, mulher esposa, mulher mãe, mulher ela mesma.
Por isso, minha opinião é que mulher atual é que é a mulher de verdade.

Blogo, logo existo.

Blogo, logo existo.
"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana