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30 setembro 2009

Tampa sem panela

Desde que me entendo por gente nunca gostei de ficar preso a um círculo de amizades, sempre tive a impressão que dessa forma eu acabaria me rotulando, me restringindo. Prefiro optar pela liberdade de conhecer as diversas possibilidades e vagar de grupo em grupo, sem estabelecer vínculos profundos.

Quando criança, me lembro bem, nunca tive um único e melhor amigo, daqueles inseparáveis que senta junto na sala de aula, passa o recreio no mesmo lugar, come o mesmo tipo de lanche, pega a mesma condução para ir pra casa... Sempre achei entediante a rotina das mesmas conversas e pontos de vista, sobretudo quando a pessoa concorda com tudo que eu digo. Optei por ter vários amigos.

A sociabilidade é um traço da minha personalidade, portanto ao invés de fazer o que muitos fazem, buscar um lugar confortável em grupo seleto (como 'um porto seguro'), prefiro conhecer os diversos grupos e
aprender o que cada um deles têm a me ensinar. Sou assim, me sinto no mundo, trocando idéias, confirmando ou alterando minhas opiniões, 'experimentando' os outros, sem pertencer a qualquer grupo ideológico.

A princípio posso parecer um indivíduo estranho (mas não sou!), visto que instintivamente o homem procura se estabelecer em pequenos grupos que se juntam e se apóiam mutuamente e eu não faço isso. Bem, se isso for uma regra então eu posso até ser um pooouco estranho... pois comigo é diferente, diante da formação de 'panelinhas'
eu me mantenho fora delas, como uma 'tampa sem panela'; mas não é que eu não me identifique com nenhuma, pelo contrário, me identifico com várias! Me vejo um pouco em cada grupo e talvez por essa condição eu permaneça vagando por eles, procurando me sentir em todos, mesmo sabendo que no final das contas eu não pertenço a nenhum.
Por quê eu deveria escolher um grupo e me fechar nele?
Por que me limitar? Por que parar de aprender se há tantas coisas no mundo que eu ainda não sei?
Muitas pessoas sentem necessidade de encontrar um grupo que tenha pensamentos semelhantes aos seus; algumas delas, depois, se fecham nesse ambiente e limitam seu contato com o 'resto'.

Dessa forma suas convicções tornam-se paulatinamente fortes e infundadas, visto que já deixaram de ser questionadas; além disso, sem notar, deixam de conhecer (e entender) tantas outras realidades que estão próximas, o que frequentemente leva à intolerância; passam o dia fisicamente próximas de pessoas que não conhecem, não sabem sequer o que elas pensam.

Por isso tudo sinto a necessidade de me sociabilizar com todos os grupos, não importando se são um grupo de católicos, espiritas ou evangélicos; podem ser crianças, adultos ou idosos; atletas, bagunceiros ou elitistas; enfermeiras, médicos ou odontologistas...

Antes de tudo são pessoas, podem pensar diferente de mim mas isso não pode ser um impecilho para nossa aproximação. Acredito na necessidade de confrontar idéias e mudar os pontos de vista quando nescessário; afinal na minha vida não quero ter certezas, não quero permanecer engessado nos meus pensamentos, quero ser livre para cogitar possibilidades, aceitá-las, depois modificá-las, ou mesmo rejeitá-las e depois resgatá-las novamente...

Como cantou Nando Reis na canção a letra A, "certeza é o chão de um imóvel, prefiro as pernas que me movimentam". Eu acredito nessa, e pra que isso tudo ocorra é preciso sair da acomodação de uma 'micro-sociedade' e encarar o mundo de frente.


[Mente Hiperativa]

2 comentários:

Leandra Giovanetti disse...

Muito bom!
A tampa da panela
e Tampa sem panela!
Apareça

Hugo Otávio disse...

Legal mesmo!
Sem grude hein uhaahuuhauhaa
Mas é interessante o ponto de vista... Também sou um pouco assim... Gosto de me socializar... um pouco né? :P
Agora quando o grude aparece hahuauhauh fujo na hora... :P

Blogo, logo existo.

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"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana