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05 agosto 2010

Docinhos da vovó e aniversário 'de antigamente'

Semana passada fui convidado pra ir a um aniversário, bem simples, informal, pra pouca gente. Quando cheguei lá fui surpreendido com uma bandeja de brigadeiro, e uma de bem casado, outra de olho de sogra, quanto tempo eu não viu olho de sogra. Tinha também cajuzinho, beijinho enrolado naquele papel colorido e queijadinha. Ainda tinha quindim e surpresa de uva.

Deu saudade do tempo em que eu era criança e vovó passava a tarde fazendo docinhos para o aniversário dos netos. Eu que nem sou tão velho assim (23 anos) me senti diante de tanta nostalgia. Gostava quando vovó deixava eu raspar a panela do brigadeiro, e se minha prima tivesse em casa era uma briga na certa.

Então eu parei pra pensar... Que vó hoje em dia faz docinhos para o aniversário dos netos?

Quase nenhuma, nos dias de hoje tudo é prático, encomendamos na delicatessen da esquina aqueles docinhos padronizados de chocolate, que lembram trufas. Ok, até são gostosos, mas não tanto assim; só enquanto são novidade, mas os caseiros da vovó não enjoam nunca.

O bolo da festa que fui era confeitado com glacê, em casa mesmo, sem bonecos ou desenhos temáticos e elaborados, sem qualquer sofisticação. As bolas da festa eram penduradas por um cordão e foram enchidas na boca mesmo, sem ajuda de máquina. E não compunham bonecos, cachos ou flores, polvos ou qualquer outra forma. Eram simplesmente bolas de aniversário, sem maiores pretensões.

Era uma festa de verdade, simples, e cheia de amor, fazia tempo que eu não ia a uma assim. Hoje em dia vejo MEGAfestas infantis em salões imensos, com buffet temático, brinquedos, milhares de bolas e doces finos. Todos levam presentes muito caros, poucos se sentam pra conversar com o aniversariante, abraçá-lo e desejar-lhe votos sinceros. Ainda assim a festa não pode faltar nada, pra que o aniversariante não fique mal falado no dia seguinte.

E eu pergunto: cade o calor HUMANO de antigamente?

Que tal resgatá-lo? Gosto das festas de quando eu era criança, lembro que nem sempre tinha espaço pra todo mundo (e olhe que nem era pra tanta gente, só família e vizinhos) mas as pessoas não se incomodavam em ficar de pé, ou então buscávamos uma cadeira da cozinha ou do quintal. Lembro que íamos chamar os vizinhos de porta pra comemorarem conosco. Naquele tempo os convidados levavam um 'pratinho' pra casa, um pedaço de bolo e uns docinhos. Também não tinha convite ilustrado, o convite era de boca mesmo.

Eu gostava muito do preparo da festa, que era feito por nós mesmos e não por uma equipe de buffet. Quem disse que eu gosto da praticidade? Gosto mesmo é de ter o trabalho de organizar e no fim ver como ficou bom. Esse é o melhor da festa, que não se vê hoje em dia.

[Mente Hiperativa]

5 comentários:

Déia disse...

To com vc e não abro! Ui.. até essa frase foi de antigamente kkkk

eu fiz os convites do meu casamento, do meu chá de bebê...Faço questão que tenha docinhos e que a decoração seja feita por mim, minha mãe e meus amigos!
Isso da um toque mais caloroso!

bj

Ana SS disse...

ai, que vontade....

Hugo Otávio disse...

Concordo!
Quero brigadeiro auuahuhauha...
Podia convidar os amigos, né sumido?
Sei não huauhauauhauha
:P

Anônimo disse...

Oi fascinante este blog está bem estruturado.........bom trabalho :)
Muito Bonito Continua deste modo !!

Anônimo disse...

Nada a ver, isso não é de antigamente, pq eu vejo festas assim, só os ricos mesmo que fazem aquela festança, brigadeiro, bolo, beijinho e cachorro-quente ainda estão nas festas de aniversário ouviu?

Blogo, logo existo.

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"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana