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30 setembro 2010

Maldito esfíncter

Desde muito cedo aprendeu a arte do controle. Aprendeu que podia manipular as coisas e as pessoas, podia exercer seu poder sobre elas. Aprendeu e gostou. Logo na 'fase anal' ele teve seus primeiros contatos com o poder, se divertia ao entender que podia 'prender' as fezes ou 'liberá-las' conforme sua vontade. Sua mãe se preocupava com a prisão de ventre do filho, enquanto ele se sentia o senhor do tempo, soberano, retendo as fezes até o momento que lhe fosse conveniente.

Hoje ele está crescido, adulto, e não mais retém as fezes, se divrte controlando outras coisas. Desde bem cedo já sabia a profissão que gostaria de seguir: ADMINISTRAÇÃO. Não era de se estranhar, tudo seu sempre foi extremamente organizado, metodicamente arrumado, dividido, separado, tudo no seu devido lugar.
Ele era muito perfeccionista também, só gostava das coisas perfeitas, tudo tinha que estar milimetricamente posicionado, e tudo sempre do SEU jeito. E ai de quem fizesse diferente do que ele dizia. Era briga na certa.

Com esse perfil não é difícil constatar que ele sempre foi uma pessoa de difícil relacionamento, costumava brigar muito com todo mundo, não podia ser contrariado, não mudava por causa dos outros. Mais difícil ainda era conviver com ele na mesma casa. Difícil não, impossível, pois mesmo diante de coisas pequenas como mudar a posição de uma cadeira ou alterar qualquer objeto por mais insignifiante que fosse já era motivo pra uma grande discussão, atritos sem fim.

Sendo assim ele tevfe poucos namoros, procurou muito até achar a mulher ideal, perfeita. Claro que ele era extremamente passiva, dependente e jamais poderia ter o ímpeto de questioná-lo. Essa seria a mulher perfeita pra ele, a quel ele pudesse controlar, manipular, fazer TUDO do seu jeito, como ele gostava. Casou-se com a tal "mulher perfeita", mas mesmo assim seu casamento não durou muito. Não foi motivo de surpresa pra ninguém, e o motivo da sepração foi somente um: sua mulher não o aguentou por muito tempo.

"Ele é muito controlador, obssessivo demais, perfeccionista, é muita paranóia, muita regra", ela dizia.


Não é culpa dele, é o maldito esfíncter anal, desde que aprendeu a controlá-lo nunca mais teve paz e sossego na vida. Desde então ele sentia a necessidade de manter o controle sobre tudo que estivesse ao seu alcance.

[Mente Hiperativa]

6 comentários:

Deborah Schcolnic disse...

Às vezes uma mulher cativeira de um homem precisa de ser controlada a vida toda como um cãozinho doméstico que vive ao lado do seu dono, dependente de cuidado, carinho e atenção. E acostumada desde sempre assim, não saberia enfrentar as ruas caso deixasse solta. Assim são os bandidos também, pois soltos nas ruas só fazem besteira. Aproveito para mandar um vídeo-currículo que fiz para meu ex-cunhado que tem cenas de um seriado sobre bandidagem. Se vc conhecesse nossas histórias particulares, ia entender bem o que quero dizer.

http://www.youtube.com/watch?v=s6KWXV0HKOU

Enfim, o que quero dizer que poucas pessoas sabem viver realmente livres, sem controle nenhum. E não se dar mal por aí.

Ana SS disse...

Não é culpa. Mas é responsabilidade.
;)

Franck disse...

Adorei tudo por aqui, por isso, sigo-o, para voltar sempre!
Abç!

Déia disse...

kkkkk ficou fixado,né?

Mas... na vida, não temos controle de nada...de ninguém...um dia ele perceberá e tomara que consiga relaxar e viver..

bj

Hugo Otávio disse...

Interessante...
Eita aulas de DPP influenciando ae hehehe
É assim mesmo!
Abç!

junior disse...

Mas você já curte essa faze de freud, ne vei! prefiro a teoria de jung ou Adler...! ( so sei de uma coisa: você aprende certinho sobre a faze anal: o prazer se estende, pois nao é só em controlar as escretas, mas sim,a vida!)

Blogo, logo existo.

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"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana