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09 dezembro 2010

Mãe, me ensina a conversar - Vencendo o autismo com amor



É um livro de leigo pra leigo, de leitura bastante fácil. Dalva Tabachi não é neurologista, psiquiatra ou pesquisadora, é mais que isso tudo junto, ela é Mãe de uma criança especial. Desde cedo seu filho, Ricardo, mostrou-se quietinho demais, o que parecia bom à princípio, mas que se tornou um desafio após ele ter sido diagnosticado com autismo, agora ela precisava tirá-lo dessa morosidade e integrá-lo ao mundo em que vivemos.

Dalva nos conta como foi difícil a luta para que seu Ricardo pudesse levar uma vida normal, conta-nos ainda todo o progresso que ele teve com a ajuda do outro filho, do pai, da equipe de profissionais que lhe davam todo o amparo e, é claro, dela própria. Nada foi fácil, e cada pequena conquista foi bastante comemorada, cada evolução, simples, que pra nós é natural e passa despercebido, pra ela era como um troféu pelo seu esforço e uma garantia à felicidade de toda a família.

Gostei do livro pela linguagem cotidiana e sobretudo por não se tratar de uma ficção, são fatos reais narrados por uma mãe que acompanhou tudo de perto, mais do que isso, ela VIVEU a história do filho, sempre ao seu lado. O foco não é a parte médica, mas ela conta um pouco do papel de cada profissional que acompanhou seu filho, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiologista e etc.

Uma das passagens que mais me marcou foi a viagem que ela fez de avião com seu filho, me chamou a atenção sobretudo preconceito das pessoas ,Ignorantes, que não entendiam nem respeitavam as limitações do Ricardo durante o voo. É triste que ainda hoje persistam situações como essa, de preconceito, mesmo que se pregue tanto o respeito à diversidade e a tolerância às diferenças. Muito se fala de tolerância na sexualidade, mas penso que no âmbito psiquiátrico ainda aja muito o que se superar com relação ao preconceito.

Bom, a história é ótima e nos ensina uma lição muito valiosa: NÃO DEVEMOS JAMAIS ENTREGAR-NOS ÀS CIRCUNSTÂNCIAS! Caso Dalva tivesse se entregado e aceitado a condição do filho, se ela tivesse o rotulado como autista e pensado que nenhum esforço adiantaria, provavelmente hoje ele estaria sem conseguir comer sozinho, sem falar, com medo das pessoas, isolando-se, foi assim que ele viveu boa parte de sua vida, mas sua mãe, lutou pra garantir que ele vivesse uma vida normal, dentro das suas limitações, mas quis vê-lo se superando à cada dia, feliz e com qualidade de vida.

Só mesmo amor de mãe, incondicional.




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Mundinho particular
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Mente Hiperativa]

10 comentários:

Ro Fers disse...

Uma boa indicação para nos presentearmos ou até mesmo dar de presente no natal... afinal as pessoas andam tão egoístas que nem o espirito natalino não conseguem as transformarem ...
Grd abç

A.D.L disse...

Acho que esse ainda é um assunto muito pouco discutido... muita gente nem sequer sabe do que realmente se trata a doença... e iniciativas como essa são fundamentais para ajudar a trazer o assunto ao centro das discursões... Muito boa dica. Serviço de utilidade pública.

Mente Hiperativa disse...

Ah, quanto mais cedo se inicia o tratamento mais fácil é a socialização da criança. O problema é que é difícil pra maioria dos pais aceitar as dificuldades do filho, mas é necessário que isso seja feito o quanto antes pra que ele obtenha um melhor êxito.

Quanto à sugestão de presente de natal, é boa a idéia, o livro é fininho e num instante dá pra ler, mas nem se iluda pois o conteúdo e a experiência de vida ali é Enorme!

Abraço pra todos vocês

Flor de Lótus disse...

Oi,MH!Amor de mão será mesmo ele incondicional?Será mesm oque toda mãe nasceu para ser mãe?Eu me questiono mutio sobre isso.Mas ocm certeza nesse caso é uma mãe e tanto uma mulher de fibra de carra que foi em busca de alternativos para dar o melhor ao seu filho.
Beijos

Mente Hiperativa disse...

SEMPRE, TODA, NUNCA, são palavras difíceis de serem usadas com precisão, sobretudo quando se trata de um universo tão grande de pessoas a se tratar. Quantas mães existem? Quantos bilhões de mães?

Eu não conheço todas elas pra dizer que TODAS têm um amor incondicional pelos seus filhos. Mas podemos dizer que no sentido geral as mães nutrem esse tipo de amor. Né? rsrsr bjo

Ana SS disse...

Boa dica!

Camila Martins disse...

Só tenho um irmão e ele tem Síndrome de Down. Há aproximadamente 20 anos estudávamos na mesma escola, na época pequena, hoje uma das maiores da cidade onde moro. Minha mãe ficou super agradecida à dona/diretora da escola por ter "aceitado" meu irmão lá. Ele ficou lá por uns 3 anos, eu creio. Sob o protesto de várias mães que diziam que a escola não era ambiente para "retardados", "loucos", "deficiente", minha mãe primeiro foi convocada para uma reunião pedindo autorização para tirá-lo da turma que ele estava (totalmente adaptado) pois ele não estava progredindo, depois a outra, onde convidavam-no a sair da escola, pois não ele não conseguia progredir e prejudicava os coleguinhas. Minha mãe saiu louca da escola, desesperada, mal pra caramba. Encontrou com uma senhora que a levou pra uma casa, deu água e perguntou o que tinha se passado. Minha mãe contou. A mulher disse "Qual o nome do seu filho?" Minha mãe "João". "Traga João pra cá, seu filho precisa é de quem queira ensinar a ele" O lugar era uma escolinha, daquelas que ficam na estrutura de uma casa, escolinha de bairro.
Com 1 semestre de aula, meu irmão já assinava o nome dele, João Carlos.
O preconceito cega as pessoas. Mata em vida quem muito tem o que viver, o que aprender. Passamos por muitas coisas, mas graças a Deus, além da nossa vontade de vê-lo crescer, havia seres HUMANOS no nosso caminho dispostos a ajudar, a incentivar e apoiar. Hoje, aquela criança que não progredia é alfabetizado, adora escrever. Cria histórias, monta livros, pra minha família, é um artista. Isso é o que importa. Mas imagina se meus pais tivessem dado ouvidos àquela(s) diretora/professoras...
É preciso muito amor e paciência, paciência principalmente com a ignorância.
Beijo

Hugo Otávio disse...

"NÃO DEVEMOS JAMAIS ENTREGAR-NOS ÀS CIRCUNSTÂNCIAS!"
Bela frase!
Precisamos incorporá-la a cada dia! E quanto ao amor de mãe... esse sim é verdadeiro! Vai até no fundo do mais profundo oceano mas não nos deixa sós!

Nicole Rodrigues disse...

Olá, eu vim agradecer a sua visita e os pertinentes comentários. Você escreve bem. Comunica-se de forma clara. Gostei bastante de ter acesso a algumas das suas opiniões e pensamentos.
O tópico das doenças mentais é algo que pretendo explorar mais e melhor no ano que vem e farei questão de lhe avisar quando houver posts novos no Acefalando.

Continue se permitindo conhecer e escrever sobre o que pensa e sente.

Um abraço!

Nicole

www.acefalando.blogspot.com

Camila Sousa de Almeida - CRP: 03/6243 disse...

Me interessei pelo livro.
Valeu a dica!
:)

Blogo, logo existo.

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"... E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana